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Guerri critica 'Fla-Flu' que FURIA e MIBR virou no CSGO: 'É muito agressivo'

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Guerri critica 'Fla-Flu' das torcidas na rivalidade entre FURIA e MIBR pelo CSGO: 'É muito agressivo' (4:41)

Técnico da FURIA avalia excessos que partem dos torcedores, mas vê comunidade amadurecendo (4:41)

O ano de 2020 consolidou de vez a maior rivalidade do Counter-Strike: Global Offensive brasileiro.

De um lado, a MIBR de FalleN e fer, histórica organização que já dominou o mundo, mas vive seca de títulos e sequência de fracassos.

Do outro, a FURIA de KSCERATO e arT, equipe com trajetória meteórica e que roubou o status de melhor time tupiniquim do mundo.

As duas principais organizações do país se enfrentaram em diversos momentos ao longo do ano, mas a balança pesa a favor dos Panteras - que levaram a melhor na maioria dos duelos até agora.

O ponto máximo dessa rivalidade foi durante a BLAST Premier, quando uma polêmica por conta de problemas técnicos no servidor elevou os ânimos do clássico. E as torcidas tomaram as dores.

“Pode ser mais comum de acontecer do que parece, como acontece bastante em outros esportes. Mas não deveria. Esse é o ponto”, avaliou Guerri, técnico da FURIA, em entrevista exclusiva ao ESPN Esports Brasil.

“A gente, como atleta e profissional, nosso papel é dentro do servidor. É fazer nosso trabalhar e lidar bem com as críticas. Temos que ser responsáveis pelas coisas que falamos e por nossas atitudes. Isso eu cobro bastante deles.”

Quando o foco muda para a torcida, contudo, o treinador lamenta como os ânimos extrapolam a rivalidade. “É muito agressivo. A gente gosta de cancelar. Eu falando 'a gente' como povo. Mas isso é parte do crescimento do Counter-Strike. De rivalidade. De tudo.”

Para Guerri, o aumento de público por parte do CSGO acarreta em também trazer pessoas que não sabem medir o senso crítico. “A faixa etária que a gente acaba pegando é de adolescentes. Pessoas que ainda não tiveram experiência de vida nem amadureceram bastante.”

“Isso acaba se tornando uma coisa em comum. Ainda está se formando muita opinião, a cabeça”, analisou.

Mesmo tendo esse olhar para o que a maioria da torcida representa, ainda mais em tempos exacerbados de internet, Guerri exalta o jeito único do brasileiro na relação com seus times de coração. “Torcer, vibrar e querer que seu time ganhe é algo sensacional. É o que a gente gosta de fazer com diversos outros esportes. A torcida brasileira é diferenciada.”

Durante a entrevista exclusiva, Guerri ainda comentou sobre a relação de Neymar e outros boleiros do futebol com a FURIA. Além disso, o técnico também conversou sobre o Major de CSGO no Brasil, que ainda está marcado para ocorrer em novembro no Rio de Janeiro. E, na visão dele, o ESL One Rio não irá acontecer. Pelo menos não em 2020.

Para conferir o bate papo na íntegra, basta acessar o canal da ESPN Brasil no YouTube.