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"Estamos enxergando no Valorant uma chance", diz Dragonite, da Fusion Fraggers

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Riot comenta diretrizes de esports que farão parte de seu novo FPS (3:07)

Valorant ainda não foi lançado, mas empresa já fala sobre suas competições e os pilares que irão guiar o cenário (3:07)

O cenário brasileiro de Valorant levanta seus primeiros voos. Com o Fusion New Rivals e o Gamers Club Ultimate, o público pôde experimentar o competitivo do novo FPS da Riot e conhecer seus primeiros ídolos e destaques, mas ainda há muito espaço a ser desenvolvido nos próximos meses e anos.

Um destes destaques é Dragonite, da Fusion Fraggers — antiga Bottom Fraggers, que conseguiu patrocínio da Fusion após brilhar no torneio idealizado pela empresa. Ex-jogador de Overwatch e participante de diversas edições da Contenders sul-americana, o profissional conta, em entrevista ao ESPN Esports Brasil, que enxerga o Valorant como uma nova chance em sua carreira.

“Temos muita vontade de competir e tentaremos superar todas as nossas dificuldades, tanto pessoais como para encaixar nossa gameplay, para melhorar nosso jogo. A gente tá muito focado (...) e vamos correr atrás dessa chance, sem dúvida”, crava Dragonite.

FUSION FRAGGERS

Os ex-Bottom Fraggers vêm se destacando desde as primeiras experiências competitivas de Valorant, e foram um dos primeiros squads a assumirem a intenção de serem profissionais no jogo. Dragonite e Delevingne jogavam Overwatch, enquanto Krain jogava Black Squad e v1xen e Fzk eram do CS:GO.

De acordo com Dragonite, os cinco já eram amigos, mas foi o Valorant que uniu o squad em um único jogo. “Não jogávamos juntos todos os dias, mas tínhamos contato. Isso ajudou a gente a formar um time logo que começou o Valorant, logo que começaram a marcar scrims [treinos]”, conta.

O time passou a se destacar em torneios e passou na classificatória do Fusion New Rivals, torneio que teve figuras da comunidade de esports. Com o título, a Fusion entrou em contato com o Squad, que se tornaria Fusion Fraggers.

O jogador conta que a parceria com a marca trouxe profissionalismo ao grupo, que ainda busca por uma organização para representar. “Estamos aprendendo a trabalhar nossa imagem como time e [tendo] todos os benefícios que vêm com isso. (...) Vamos continuar nos esforçando para melhorar como um time, mas também estamos trabalhando este outro lado dos esports”, diz.

VALORANT E OUTROS SHOOTERS

Dragonite afirma que transicionar do Overwatch para o Valorant não foi uma tarefa fácil, porque estava acostumado com mecânicas diferentes. No entanto, ele define o jogo da Riot como mais “dócil” com novos jogadores do que outros, como o Counter-Strike: “Ele pune menos o jogador iniciante. Então a transição foi difícil, mas eu me acostumei rápido”, define.

“Se você comparar as habilidades, você pode dizer que é parecido”, diz Dragonite sobre Overwatch, “mas o objetivo das habilidades dos dois jogos são muito diferentes. Não dá para comparar uma ultimate no Overwatch com uma do Valorant, por exemplo”, opina.

Sobre vícios entre um jogo e outro, ele afirma que, no shooter da Blizzard, é possível se expor mais e ser muito menos punido que no Valorant. “A Tracer, por exemplo, é um personagem com quem você consegue entrar na backline e sair muito rápido. No Valorant, isso é impossível. Se você é pego fora de posição, independente do player que for e da habilidade que você tiver, ele consegue te matar. Esse é um vício que eu trouxe um pouco do Overwatch, de às vezes me expor demais”, conta.

Dragonite define que a única vantagem que tem por ter sido profissional no Overwatch é a familiaridade com a mira. “Todo o resto é diferente: a movimentação é diferente, o jeito como o jogo desenvolve é diferente”, afirma. Ele também cita a comunicação — as chamadas no Valorant e no Overwatch serem igualmente rápidas familiariza o jogador.

Para ele, jogadores que vem do Counter-Strike se encontram um pouco mais fácil, pela identificação com o FPS tático. O jogador crava que o Valorant é uma oportunidade para quem vem de diversos jogos. “Ele une dois mundos que a princípio são opostos: as habilidades e os tiros. É um jogo que tem um público específico, mas chama a atenção de pessoas que talvez não se interessariam tanto por FPS”, arrisca.

CENÁRIO DE VALORANT

Dragonite é otimista nas perspectivas para o cenário de Valorant, e diz que “não tem dúvidas” de que a forte cultura de FPS presente no Brasil é um fator que definirá o futuro do cenário. “O brasileiro sempre foi bom em FPS. É ignorância quem diz que brasileiro é ruim quando vai jogar contra europeu e americano, isso já foi provado que não várias vezes”, diz.

“Eu tenho certeza que, no Valorant, a gente vai ter muita lenda, muito talento. E já tá surgindo. Já tem times ótimos aqui no Brasil. Tem muita gente mostrando muita gameplay de qualidade. Então, com certeza, quando o cenário virar algo mundial, o Brasil vai estar no topo”, aposta Dragonite.

O jogador comenta ainda a administração da Riot sobre o competitivo de um jogo FPS. “Quando a gente escuta no nome da Riot, já pensa em esports. Com o Valorant, não pensamos outra coisa. A gente espera a Riot dando o apoio que eles vão no LoL, e um cenário desenvolvido, profissional, que mostra o objetivo de competir. Só esperamos coisa grande”, finaliza.