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Estudo científico mostra diferença entre jogadores amadores e profissionais nos jogos de tiro

Jogador da Libalent Vertex, Leisia foi estudado para entender como os jogadores profissionais reagem Reprodução/Nikkey

É de conhecimento público que existem diversas diferenças na forma em que os jogadores profissionais se diferenciam dos amadores, porém, existem poucos estudos científicos sobre o tema. Isso acabou de mudar, pois, de acordo com o jornal japonês Nikkei (em japonês), a empresa Jins, especializada em óculos especiais, se aprofundou no assunto e divulgou os resultados preliminares sobre como esses dois grupos enxergam os games.

O estudo colocou o jogador Leisia da Libalent Vertex, a principal equipe de Call of Duty do Japão e jogadores amadores para tentar entender como os dois grupos encaravam os jogos. Para isso, os jogadores usaram óculos especiais que capturam o movimento de seus olhos durante partidas multiplayer.

Leisia faz movimentos precisos no mapa, sabendo como se movimentar, olhando rapidamente para o mini-mapa e em cantos onde poderiam trazer ameaças. Ao encontrar adversários, seus olhos ficavam fixos no centro da tela (local onde fica a mira) até o abate ser contabilizado. Leisia descreve que, para jogar, é necessário ter uma profunda concentração e prestar atenção em tudo, do som dos passos às menores diferenças no cenário.

Do outro lado, os jogadores amadores são muito mais dispersos. Durante confrontos diretos, os amadores reagiam a todos os estímulos visuais do jogo, como luzes e até mesmo em ricochetes de balas. O ponto focal, que era para ser o adversário, geralmente saía do campo de visão dos jogadores.

O mesmo erro ocorre durante a movimentação pelo mapa. Os jogadores amadores geralmente olhavam para pontos abaixo da linha da mira e não para a mira em si. Com isso, muitos jogadores amadores morrem com o adversário em plena vista, porém, como o jogador estava olhando para um ponto diferente da tela, acabavam sendo pegos de surpresa.

Leisa, por outro lado, se move olhando sempre para a mira e trocando rapidamente seu foco para o mini-mapa por meros instantes – entre 0,73 e 1 segundos. Segundo o jogador, seu objetivo é sempre tentar imaginar onde os adversários poderiam aparecer.

A reportagem da Nikkei traz ainda detalhes sobre o mundo dos esportes eletrônicos como premiações, a diferença entre o hardware profissional e amador e outras curiosidades. Para ver a reportagem original, em japonês, clique aqui.