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LoL: Riot Games multa Cloud9 em US$ 175 mil por quebra de regras da liga

Jogadores da Cloud9 e Griffin se cumprimentam após vitória da equipe sul-coreana na fase de grupos do Mundial de League of Legends de 2019 Divulgação/Riot Games

A Riot Games anunciou nesta terça-feira (19) que está multando a equipe de League of Legends da Cloud9 em 175 mil dólares e forçando a equipe a pagar aos seus jogadores uma quantia adicional por violar as regras da liga, ao emitir ações da organização para sete jogadores - de acordo com uma decisão divulgada pela desenvolvedora .

Nos últimos 16 meses, a Cloud9 tem cedido ações para sete jogadores em duas modalidades: uma na qual os jogadores recebiam salários mais baixos em troca de ações e a outra na qual essas os papéis eram oferecidos aos jogadores. A atitude é uma violação das regras da liga da América do Norte, que declara que nenhum jogador ativo pode possuir patrimônio dentro de uma equipe. A Riot multará a Cloud9 em US$ 25.000 por jogador, totalizando US$ 175.000.

Em novembro de 2017, a Riot criou uma regra que proibia os jogadores ativos de possuir patrimônio. Do elenco ativo no último split de verão da Cloud9, cinco jogadores - o topo Eric "Licorice" Ritchie, os caçadores Dennis "Svenskeren" Johnsen e Robert "Blaber" Huang, o atirador Zachary "Sneaky" Scuderi e o suporte Tristan "Zeyzal" Stidam – receberam essas ações, segundo fontes relacionadas à investigação junto ao ESPN Esports. Dois ex-jogadores, o meio Nicolai "Jensen" Jensen e Andy "Smoothie" Ta, receberam ações durante seu tempo como jogadores da Cloud9, segundo fontes.

Segundo a Riot, a Cloud9 não notificou a desenvolvedora de alterações ou extensões de contrato que ocorreram durante a temporada, o que violou as regras da liga.

Desses sete jogadores, apenas dois foram representados por agentes ou advogados quando foram negociadas as ações, de acordo com um documento interno divulgado pela Riot para suas 10 equipes.

A Cloud9 terá que pagar à Riot as multas de US$ 175.000 e aos jogadores pelas unidades de ações ou renegociar contratos com jogadores a um valor mais alto, de acordo com a decisão. A Riot estima que as multas totais variam de US$ 330.000 a US$ 605.000.

As alterações do contrato e as unidades de ações foram registradas na Riot em junho, depois que várias outras equipes da liga ouviram rumores de organizações estendendo ou alterando contratos sem que a liga fosse notificada, segundo fontes. Isso levou a Riot a pedir uma auditoria completa do contrato em todas as 10 equipes no split de verão na região da América do Norte de League of Legends.

Quando o Cloud9 registrou seus documentos, a equipe de operações da Riot os arquivou, mas ignorou as cláusulas e documentos das ações. A Riot descobriu mais tarde esse erro administrativo no final de agosto passado e vem investigando desde então, inclusive durante todo o tempo em que a Cloud9 participou do Mundial de League of Legends, em outubro, em Berlim.

Também em outubro, a Riot anunciou uma mudança de regra que permitiria que jogadores com três ou mais anos consecutivos de serviço em uma equipe se tornassem elegíveis ao patrimônio. Apenas três jogadores na LCS deste ano se qualificaram: Sneaky, Søren "Bjergsen" Bjerg, meio da SoloMid e Trevor "Stixxay" Hayes. A concessão da Cloud9 de ações à Sneaky ocorreu antes da mudança de regra.

Em 9 de novembro, a Cloud9 concordou em negociar os jogadores Svenskeren, Zeyzal, Matthew "Deftly" Chen e Ziqing "Kumo" Zhao (os dois últimos de sua equipe “Academy”) para a Evil Geniuses. Em novembro de 2018, Jensen foi transferido para a Team Liquid e Smoothie foi para a, agora extinta, Echo Fox.