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Análise: Mario & Sonic nas Olimpíadas é um prato cheio para se divertir com família e amigos

Mario & Sonic at the Olympic Games Tokyo 2020 foi lançado para o Nintendo Switch. Divulgação

Os Jogos Olímpicos de Tóquio só vão ocorrer em 2020, mas as modalidades já começam a agitar o mundo digital com o lançamento de Mario & Sonic at the Olympic Games Tokyo 2020 – lançado nesta terça-feira (5) para o Nintendo Switch. A ESPN recebeu o título e mostrará nas próximas linhas tudo sobre o novo game que junta dois dos principais personagens da história dos jogos eletrônicos com as Olimpíadas.

Mesmo com as franquias de Jogos Olímpicos chegando de quatro em quatro anos no mercado, as perguntas que sempre são feitas giram em torno da jogabilidade, das modalidades presentes e da forma de disputa. Em Mario & Sonic at the Olympic Games Tokyo 2020 é necessário deixar esses questionamentos de lado, porque o foco do título está no entretenimento e nos personagens, além da diversão com a família e amigos.

Eu sempre fui fã deste gênero de jogos e perdi a conta de quantos joysticks ficaram sem uso no Atari ao jogar Decathlon. Confesso que prefiro os títulos que buscam chegar o mais próximo da realidade, mas ao ter amigos para se divertir, o título da Sega seria presença certa em casa.

A franquia Mario & Sonic at the Olympic Games sempre teve muito sucesso entre os gamers. Basta entrarmos no site da Nintendo para conferir a lista dos títulos mais vendidos no Wii. Embora não seja a mais aclamada pela crítica especializada, a série se encontra numa honrosa 14ª colocação, com 7,09 milhões de cópias vendidas no planeta.

Em sua mais nova edição, a franquia possui mais de trinta competições jogáveis de forma singular, um modo online e outro focado em uma história. Aqui fica a grande interrogação. Seria mesmo necessário um enredo para um jogo esportivo? Sinceramente, não, mas ele ajuda a entendermos certos modos no jogo, como a possibilidade de se disputar as competições com gráficos 2D.

No modo história, os vilões Doutor Eggman e Bowser tentam aprisionar Sonic e Mario no passado. A ideia original era mandar os dois para uma máquina de videogame 2D, mas o tiro acaba saindo pela culatra: os quatro acabam parando nos jogos Olímpicos de Tóquio de 1964. Ao perceberem que estão num momento ímpar do esporte olímpico, resolvem duelar para saber quem é o melhor.

Do outro lado da história, Luigi e seus amigos tentam encontrar uma forma de salvar Sonic e Mario do videogame antigo, e o enredo se desenrola com muita conversa e disputas nas modalidades olímpicas em 2D e 3D.

O mais legal deste modo é que você consegue passear pelo Parque Olímpico e nos principais pontos turísticos de Tóquio. Isso ajuda os jogadores a enriquecerem sua cultura, seja da história do país ou da competição. Todos esses ingredientes contextualizam a verdadeira função do jogo, que é o da diversão e do aprendizado, com um leve toque de rivalidade.

Dentro das modalidades, o game traz para o jogador três modos de dificuldades. Os dois primeiros são bem abaixo da expectativa e mostram a falta de balanceamento entre a inteligência artificial e o jogador. No modo mais difícil, encontramos uma dificuldade gigantesca, o que enaltece ainda mais a falta de balanceamento entre as configurações existentes.

Como aconteceu em Mario Tennis, é possível enxergar distinções entre os diversos personagens presentes na disputa, geralmente com três diferenças básicas. Para isso, vamos levar em consideração a corrida de 100 metros rasos, a mais tradicional.

Existem os personagens que possuem uma excelente aceleração, outros que têm uma velocidade maior e os que atuam de forma equilibrada em todos os quesitos da prova. Basta você escolher um deles e desafiar o oponente. Este é um fator importante, já que cada jogador poderá escolher o personagem com a característica que mais lhe agrada e até o que mais gosta, porque na “vida real” seria impossível imaginar uma corrida equilibrada entre Bowser e Sonic.

Quem se acostumou a jogar games olímpicos sabe que o foco da jogabilidade está nos famosos “smash bottons”, mesmo que acertar a sequência de comandos tenha ganhado um espaço notório nos títulos recentes. Podemos dizer que a Sega misturou todos os artifícios para agregar o maior número de jogadores possíveis, além de utilizar os joycons do Switch como forma de se movimentar um pouco mais – como ocorreu no passado, com o Nintendo Wii.

É aí que a diversão aparece! Mas tome cuidado, principalmente se estiver em um espaço reduzido ou com algum vaso por perto. Corrida, natação, ginástica olímpica, arremesso de dardo, entre outras provas estão no jogo, além das novas modalidades olímpicas, como escalada e Rugby de 7. Além dos esportes famosos, é possível disputar alguns “eventos fantásticos”, como são chamadas. Entre eles, estão a “corrida fantástica”, no estilo Mario Kart; “tiro fantástico”, que pode ser individual ou em equipe, e o “caratê fantástico”.

O modo multiplayer consegue trazer para o jogador toda a diversão do modo online e, o melhor, sem atrasos. Mas não esqueça que para se divertir com jogadores do mundo inteiro é necessário assinar o Nintendo Online. O que mais me entristeceu em Mario & Sonic at the Olympic Games foi a impossibilidade de jogar eventos em bloco ou todos os eventos de uma só vez. Para isso, você deverá passar pelo modo história, o que não é recomendável para quem quer passar longe de narrativas. A única possibilidade que existe no game é a de você jogar prova a prova.

Como eu disse no início do texto, se você busca um jogo com foco nas Olimpíadas de uma forma real, a franquia não é para você. Caso tenha isto em mente e queira apenas se divertir com a família e amigos, Mario & Sonic at the Olympic Games é um prato cheio. Ah, e antes que eu esqueça, o jogo está todo traduzido e dublado para o português!