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É a ação multiplayer que faz de CoD: Modern Warfare um game empolgante; leia nossa análise

A luta de Modern Warfare se passa no Oriente Médio e Europa Divulgação/Infinity Ward

Nascido da recriação de batalhas (verdadeiras e fictícias) da Segunda Grande Guerra, Call of Duty abriu em 2007 um uma espécie de spin-off em sua franquia para agir em tempo mais modernos. Nascia então Modern Warfare. Doze anos e três jogos depois, Call of Duty: Modern Warfare é uma espécie de reboot para série, algo repaginado para a tecnologia e gosto atual dos jogadores.

Assim, temos as grandiosas missões na campanha Single Player, mas que ficam de lado para que o Multiplayer, algo que tem mais apelo hoje do que em 2007, “carregue” o piano deste lançamento da Infinity Ward.

SINGLE PLAYER

Pilar da franquia desde seu primeiro jogo, a campanha Single Player do novo CoD é aquele “mais do mesmo”. Não chega a ser algo negativo, pois a qualidade do que é entregue pela Infinity Ward alta. Mas, veterano de guerra de CoD sabe o enredo de cor: missões intercaladas, conectadas por meio de fatos, organizações e personagens. A ação dos estágios também alterna entre a ação na surdina a grandes tiroteios.

Ambientado em 2019, a abertura do game nos coloca em uma missão frustrada para capturar armas químicas roubadas, que desencadeia uma série de operações na Europa e Oriente Média. A luta é travada no Oriente, com a ação de terroristas russos, ou Londres, atacada por fundamentalistas.

Entre os diversos protagonistas do game estão o sargento Kyle Garrick, membro do exército britânico, o popular capitão Price, uma agente da CIA chamada Alex e a revolucionária Farah. São personagens cativantes, principalmente Farah e, claro, Price, veterano de CoD.

Sem pudor de tocar em temas delicados, como terrorismo praticado contra civis, CoD coloca o jogador em meio a ação explosões de corpos e ataque à inocentes para criar uma atmosfera de urgência, perigo imediato que interfere em decisões complexas enquanto o enredo se desenrola.

A campanha tem uma duração de 16 horas para seis grandes atos de tiroteios, missões de invasão e especiais para atiradores de elite. Há uma linearidade que assombra a franquia há anos, mas, ao menos, algumas missões possui caminhos paralelos a mais para se chegar ao objetivo.

MULTIPLAYER

A estrela que vem carregando CoD nos últimos anos tem a opção “cross-plataform”, para que jogadores de PlayStation 4, Xbox One e PC possam se enfrentar no mesmo campo batalha – e são várias as maneiras de se combaterem.

Dentre os modos estão alguns clássicos como Team Deathmatch (10 contra 10, uma opção que pode ser longa além da conta graças ao tamanho de alguns mapas), Cyber Attack (destruir a base inimiga com um pulso EMP para vencer), Search and Destroy (para defender e destruir objetivos); Domination (capturar e manter pontos no mapa), além de Headquarters (defender sua base).

O Free-for-all surge como uma Deathmatch, o famoso “cada um por si”. Já Ground War não há um Battle Royale, mas comporta até 64 jogadores na luta por pontos em um grande mapa, o caos instaurado em larga escala com direito a veículos.

O novo Gunfight é o oposto de Team Deathmatch: quatro jogadores (dois times de dois integrantes) se enfrentam em mapas pequenos. Quem fizer dois pontos vence, fazendo desta opção a mais dinâmica do multiplayer. Por fim, o Realism, que remove as informações da tela (HUD), para acrescentar uma camada a mais de realismo e dificuldade no campo de batalha.

Faz parte do Multiplayer um sistema de evolução de sua conta para liberação de itens que enriquecem seu arsenal com 50 itens. As armas e itens podem receber diversos upgrades para torná-las mais poderosas.

Já a gama de mapas possui formatos diversos, alguns abertos e livres de obstáculos ou com caminhos bem definidos. Eles vão além de formatos clássicos, com mais áreas a se usar para sobreviver – é possível explorar os cantos tanto para sobreviver quanto para caçar os adversários.

SPEC OPS

O terceiro modo de se jogar Call of Duty: Modern Warfare é Spec Ops, que toma o lugar do Zombies, como uma espécie de junção dos outros dois modos. Trata-se de uma opção cooperativa, integrada com a Single Player, pois age como uma espécie de desfecho para o que vimos na história contada por CoD.

São missões para até 4 jogadores, que entram em ação em mapas repletos de objetivos a se cumprir. Junto com seus companheiros, devemos concluir objetivos e avançar. As ondas inimigas são grandes e intensas, tornando o modo bem complicado de se completar.

PARTE TÉCNICA

Call of Duty: Modern Warfare conta com uma nova engine que faz bem para a franquia, principalmente na recriação dos personagens e itens. Há um problema recorrente (esta análise foi feita em um Playstation 4 Pro): a diminuição de qualidade de texturas em diversos momentos, como pessoas no chão cuja face remete aos tempos de PlayStation 2. A grandiosidade paga seu preço.

A trilha sonora instrumental surge tornar os estágios mais magnânimos e a excelente atuação da dublagem (estrangeira e daqui) colaboram para a qualidade das cutscenes.

A Inteligência Aliada é muito podada em prol da pro atividade do jogador. Já a IA inimiga é mediana, pois ainda vemos atiradores preocupados com outros alvos mesmo sabendo que você está próximo.

A jogabilidade possui auxílios para mira e como é de praxe, segue sendo melhor jogar no PC. É possível encontrar a calibragem certa para os Analógicos do controle, mas em tempos de batalhas entre jogadores de PC e console, o jogador da segunda plataforma estará em desvantagem.