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Após "melhor ano da história", Magic terá novidades em sua versão digital e no competitivo

Magic: The Gathering Arena foi lançado oficialmente em setembro de 2019. Divulgação

Jogadores de Magic: The Gathering Arena podem aguardar mais novidades para a versão digital do cardgame. Em entrevista para o ESPN Esports Brasil durante a Brasil Game Show 2019, Carolina Moraes, gerente de comunidade da Wizards of the Coast, revelou novos recursos que chegarão em breve.

“O legal do MTG Arena é que a gente não guardou todas as novidades só pro lançamento. A gente foi lançando patches e novidades conforme o jogo ia se desenvolvendo, porque a gente também queria muito ter o feedback da comunidade”, afirmou Carolina. “Então, agora, uma das novidade é o Brawl, um novo formato”.

Segundo ela, o Brawl utilizará decks normais de 60 cartas, mas terá alguns detalhes especiais: só será permitido uma cópia de cada carta e o deck precisará ser construído ao redor da sinergia e cores do seu general — seja ele um Planeswalker ou uma criatura lendária. O modo poderá ser acessado antecipadamente a partir de 24 de outubro ao custo de 1 mil de ouro ou 200 gemas.

Outra novidade muito aguardada é o lançamento da lista de amigos, que deve chegar em breve. “Ainda está sendo estudada a possibilidade de comunicação entre ‘direct’, pra quem gosta de conversar e interagir. Mas o que a gente tem por certo é o lançamento da lista de amigos”, confirmou a gerente.

Carolina também matou a curiosidade sobre versões de MTG Arena para outras plataformas. Na entrevista, ela confirmou que a versão para masOS está sendo desenvolvida e deve chegar até o fim do verão brasileiro. Já uma versão para mobile é algo que interessa a desenvolvedora, mas ainda não tem previsão de lançamento.

“A comunidade pede muito uma versão mobile, e a gente gosta de ouvir a comunidade, mas ainda não há previsões”, clarificou.

CRESCIMENTO DO COMPETITIVO

Durante a entrevista, Carolina também comentou sobre o crescimento do cenário e do competitivo de Magic. “Uma das coisas mais legais da passagem de 2018 pra 2019, que foi quando começou o beta, foi que a gente revelou que daríamos 10 milhões de dólares em premiação neste ano. Esse investimento fez com que a comunidade se aquecesse de uma forma que a gente nunca viu antes. Posso te falar com segurança que 2019 foi o melhor ano da história do Magic como um todo”, cravou.

De acordo com a gerente, houve crescimento no número de visualizações de streams e transmissões, e a final do primeiro Invitational, realizado no primeiro semestre de 2019, ficou em segundo lugar entre os jogos mais assistidos na Twitch — um recorde para a franquia.

“A gente também viu um aumento no investimento da própria comunidade no jogo. Então, pessoas que tinham parado de jogar, voltaram, pessoas começaram a engajar mais competitivamente, novos criadores de conteúdo apareceram. A gente só teve coisas positivas”, afirma.

No competitivo, haverá uma mudança no calendário da liga para os anos seguintes após o fim da temporada de 2019, e a partir de agosto de 2020 o calendário do competitivo de Magic voltará a ser disputado em um período que inclui dois anos. Por conta disso, o ano de 2020 terá uma temporada menor com duração de sete meses até o início da temporada 2020-2021.

Entretanto, para Carolina, a grande novidade para a próxima temporada competitiva é a criação da Rivals League, um tipo de “Série B” para a Magic Pro League. “No começo, a gente criou um time de elite dos 32 melhores jogadores de Magic do mundo, mas o caminho para chegar nessa lista não estava muito claro pra quem começou a jogar agora, pra quem sonha em um grande dia ser um grande herói do cardgame”, explicou a gerente.

“Pra isso a gente criou a Rivals League, uma espécie de segunda divisão. Com ela, os jogadores que não estiverem performando tão bem na MPL caem e disputam vaga com pessoas que participam de Mythic Championships, que jogaram MTG Arena e atingiram bons rankings, pra poder nivelar. Será uma disputa bem acirrada”, garantiu.

Carolina explica que o Mythic Championship V, realizado no último final de semana, já entrou no sistema de pontuação para a Rivals League. “Pra competir, é preciso ficar no ranking Mythic durante a temporada, ir para o evento e se sair bem para disputar o último dia contra outros jogadores fortes, além de convidados talentosos que a Wizard sempre fica de olho”, detalhou.

A gerente apontou, ainda, que MTG Arena “elevou o nível” do competitivo, culminando na criação de organizações próprias para cardgames - como a Bazar Gaming - e mudando o paradigma do jogador. “Antes, o Magic era muito sobre aquele jogador super centrado, introvertido. Agora, o atleta de esports é muito engajado com a comunidade, faz stream, interage bastante. Vimos essa mudança na personalidade dos competidores”, explica.

Quando perguntamos sobre a possibilidade do circuito ser mais aberto, Carolina comenta que esta questão é mais trabalhada no Magic “físico”. Nestes casos, a Wizards of the Coast dá mais autonomia para as regiões, permitindo que as lojas organizem torneios e os campeões destes disputem uma vaga no Championship.

Na América Latina, por exemplo, será realizada a LATAM Magic Series, que será “um ótimo termômetro pra ver como a comunidade nacional se relaciona com o evento”.

Carolina também afirmou que os jogadores da região latino-americana são respeitados nas competições internacionais, ficando somente atrás do Estados Unidos e Japão em resultados. Além disso, garantiu que a empresa não dispensa a ideia da realização de uma liga brasileira: “Estamos abertos, de coração. Não vou falar que temos planos pra isso, mas há interesse. Estamos abertos a parcerias”.