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Pais querem processar Epic Games por Fortnite ser tão viciante quanto drogas

A ação alega que Fortnite faz com que o cérebro do jogador libere o "hormônio do prazer", a dopamina, da mesma maneira que algumas drogas criam dependência química Catalina Fragoso-USA TODAY Sports

O processo alega que Fortnite, quando jogado por um longo período, faz com que o cérebro do jogador libere o “hormônio do prazer, dopamina”, da mesma maneira que algumas drogas criam dependência química.

Um escritório de advocacia com sede em Montreal está preparando uma ação coletiva em nome de dois pais que alegam que Fortnite é tão viciante quanto algumas drogas.

A empresa, Calex Legal, representa demandantes não identificados que são pais de crianças de 10 e 15 anos de idade.

A ação alega que Fortnite, quando jogado por um longo período, faz com que o cérebro do jogador libere o “hormônio do prazer, dopamina”, da mesma maneira que algumas drogas criam dependência química.

“A Epic Games, quando criou o Fortnite, por anos e anos, contratou psicólogos — ela realmente estudou o cérebro humano — e se esforçou para torná-lo o mais viciante possível”, disse Alessandra Esposito Chartrand, advogada da Calex Legal, ao site CBC.ca.

“Eles conscientemente colocaram no mercado um jogo muito, muito viciante, que também é voltado para jovens”, completou.

O processo também alega que a Epic Games falhou em alertar os jogadores sobre os riscos viciantes de Fortnite, citando uma decisão de 2015 no Tribunal Superior de Quebec que determinou que empresas de tabaco não alertaram o público sobre os perigos do fumo.

“No nosso caso, os dois pais que se apresentaram nos disseram: 'Se soubéssemos que era tão viciante e que arruinaria a vida de nossos filhos, nunca teríamos deixado que eles começassem a jogar Fortnite ou teríamos monitorado muito mais’”, afirmou Chartrand.

A quantia da indenização solicitada pela ação não foi divulgada.

— Field Level Media