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Para Goku, fraquezas mostradas pelo Flamengo no Mundial de LoL refletem o cenário brasileiro

Goku também falou sobre eliminação do Flamengo no Mundial Riot Games

Mais uma vez o Brasil não conseguiu avançar da Fase de Entrada do Campeonato Mundial de League of Legends. Com quatro derrotas em cinco séries disputadas, o Flamengo deu adeus a principal competição da modalidade neste sábado (5). Lúcido, Goku afirmou que “nosso time sempre teve muitas fraquezas, e aqui, com um errinho bobo, você perde todo o jogo”.

O meio Rubro-Negro continuou dizendo que isso é um reflexo do cenário brasileiro: “Consigo dizer, com certeza, que somos o melhor time de lá no momento, mas estamos atrás das regiões principais do jogo”.

Apesar do insucesso, na opinião de Goku, “mostramos que tínhamos capacidade de vencer qualquer jogo. Todos os jogos eram ganháveis. Contra Damwon, fomos agressivos, mostramos que poderíamos ir para cima, mas pecamos em manter nossa vantagem. No final, foi bem decepcionante”.

Já contra Royal Youth, de acordo com o meio, “nos limitamos muito na nossa estratégia durante o draft por questão de champion pool. Nós jogamos com muito menos campeões do que os turcos. Isso limitou muito a nossa estratégia. Estávamos pressionados contra a parede. Mudamos de plano muitas vezes. Com isso, não conseguimos executar. Não estávamos confortáveis”.

Tentando achar uma explicação sobre porque a Turquia consegue ir bem em torneios internacionais e o Brasil não, o Rubro-Negro lembrou que os turcos treinam “sempre com a Europa, que é uma região forte. Eles têm uma grande qualidade de filas ranqueadas, provavelmente melhor estrutura. Somos uma região isolada. Isso limita muito o crescimento. Não temos com quem aprender, só com nós mesmos”.

Mas para o jogador do Flamengo “Brasil tem, sim, potencial de ir bem em eventos internacionais. O resultado foi ruim, mas lutamos muito. Mostramos que conseguíamos ganhar. Foi bom para o desenvolvimento de todos os jogadores”.

Goku falou ainda que as críticas quanto ao desempenho do Flamengo no Mundial são “justas”. “Somos um todo. Se vamos mal, óbvio que tem cobrança. Não é nada de outro mundo. Sempre tem como melhorar. Eu mesmo ficaria triste ou revoltado se o Brasil fosse mal e eu não estivesse lá”, finalizou.

* A jornalista viajou a convite da Riot Games