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'Senti falta da garra que só os brasileiros têm', diz Tavo

Otávio "Tavo" Gabriel disputando o ESL One Katowice 2019 de Dota 2 pela Chaos EC. ESL

A dança das cadeiras pós-The International aconteceu pelo mundo inteiro – incluindo o Brasil. Por aqui, a grande novidade foi o retorno de Tavo, mas desta vez pela equipe da Furia.

Após uma temporada nos Estados Unidos jogando pela Complexity, o brasileiro volta para casa com mais bagagem, experiência e empolgação. Em entrevista para o ESPN Esports Brasil, ele comentou sobre como foi jogar fora do país e como estão as expectativas para competir com a nova equipe.

“[Jogar na Complexity] Foi uma experiência muito positiva”, garantiu Tavo. “Sempre tive a vontade de jogar em um time com ‘gringos’ e ver como era. Consegui evoluir e também contribuir para o time. Não tive uma experiência negativa, mas eles possuem uma cultura muito diferente da nossa, além da língua que não era a minha nativa”.

O offlaner diz que espera conseguir passar tudo o que aprendeu não só na Complexity, mas em toda sua carreira, para os novos companheiros de time – a maioria ainda novata no competitivo. “Acredito que minha experiência, mais o fato de que eles são novos e estão famintos pelo jogo, vai ser o nosso grande diferencial”, afirma. “O time tem um potencial grande, e a Furia possui um ambiente bom onde vejo muita vontade de aprendizado e melhoria”.

Animado por voltar a jogar em um time completamente brasileiro mais uma vez e se comunicar em português, Tavo aponta um dos pontos positivos por aqui: “Também senti falta da garra que só os brasileiros têm”. “Sobre expectativas”, continua ele “prefiro dar um passo de cada vez. Confio no meu time e daremos o nosso melhor”.

Segundo jogador mais experiente da Furia, o suporte Duster também conversou com o ESPN Esports Brasil sobre a chegada do companheiro de time. “O Tavo é um dos melhores companheiros de time que eu tive e o que eu mais me dava bem na época da paiN. A sensação [agora] é de que o time está finalmente completo”, garante.

Duster acredita que a maior experiência de Tavo após a temporada na Chaos e Complexity só tem a agregar, e que a equipe se beneficia da “mesma mentalidade de aceitar críticas e melhorar juntos”.

Em relação às expectativas para o próximo Dota Pro Circuit, Duster afirma que a equipe tem seus “próprios objetivos e o único hype é de continuar progredindo sempre independente do resultado de outros times”.

“Eu nunca encontrei um time que gosta tanto de treinar e passar o dia inteiro junto igual a Furia. Nossa expectativa é de mostrar nosso melhor Dota”, crava.

MUDANÇAS NO DOTA PRO CIRCUIT

No início de setembro, a Valve revelou as mudanças para a temporada 2019-2020 do Dota Pro Circuit, além das datas das qualificatórias, dos minors e dos majors. Entre as novidades, uma das maiores é de que as equipes que disputarem as qualificatórias fechadas para os torneios também receberão pontos de classificação para o The International 10.

Para Tavo, as mudanças nos formatos dos majors e minors foram positivas – principalmente a unificação de apenas uma qualificatória. “Sobre os pontos, eu não acho que faz tanta diferença, já que é pouco e pra se classificar para o TI ainda fica necessário ir muito bem nos Majors”, complementa.

Duster também viu as mudanças como positivas, mas acha que ainda podiam ser melhores. “Além de pontos, eu acho que as classificatórias deveriam premiar com uma pequena porcentagem da premiação total. Assim poderia ajudar as equipes menores a se manterem”, comenta.

A primeira qualificatória regional para o Major de Chengdu e o Dota Summit 11 Minor começam no próximo final de semana, em 5 de outubro, e terminam em 10 de outubro. Ao todo, oito times se classificam para o minor, enquanto 15 times avançam para o major – a 16ª vaga do major será da vencedora do minor.