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CEO do Cr4zy revela conversas sobre liga norte-americana com franquias

Uma nova liga baseada em franquias pode surgir no CS:GO Divulgação/ESL

Já adotadas em diversas modalidades eletrônicas, as franquias podem aparecer em breve no Counter-Strike: Global Offensive. Ao HLTV.org, o diretor executivo do CR4ZY, Antonio Meic, revelou que nos Estados Unidos uma associação de jogadores está negociando com a ESL a criação de uma liga com aporte da Valve no modelo que já faz sucesso em Overwatch e League of Legends.

Para o CEO da organização europeia, "faz sentido" uma liga com o apoio da desenvolvedora, "mas apenas se a Valve soubesse fazer o trabalho".

"Se eles deixarem o trabalho para ser feito pela ESL, para quem vou pagar minha entrada na liga no valor de US$ 2 milhões? Para ESL? Não vou pagar US$ 2 milhões para a ESL por nada. Que tipo de patrocínio vão trazer para as equipes, como serão feitos os negócios e em que velocidade vamos recuperar o investimento que fizemos na compra da vaga? Sei que está começando nos EUA e que ninguém está falando sobre na Europa, onde estão as equipes mais fortes", opinou.

De acordo com Antonio Meic, atualmente, existem dois modelos de franquias e aquele que vem sendo adotado na América do Norte está “funcionando bem”. O executivo afirmou ainda que "dependendo do jogo e do desenvolvedor, as franquias são ótimas" e apontou que, "em termos de Counter-Strike, vivemos no 'Velho Oeste', no qual os jogadores são reis, as organizações estão em uma posição desfavorável e os patrocinadores não necessariamente querer entrar em um jogo de tiro".

ESTAVA DEVENDO

Na entrevista concedida ao HLTV.org, o diretor executivo do CR4ZY revelou ainda que está devendo ex-jogadores um total de € 20 mil referentes a premiações. Trazer a dívida a público, explicou Antonio Meic, foi motivada, principalmente, pelos episódios recentes envolvendo Ninjas in Pyjamas (NiP) e Fifflaren, Echo Fox e outras organizações.

Segundo Antonio Meic, a organização passou a passar por problemas financeiros quando decidiu focar totalmente nos esportes eletrônicos: "Perdemos 90% da nossa receita proveniente de produção de conteúdo. Em algum momento de 2018 não tivemos apoio total de nossos investidores, devido a outros motivos, e por quase metade de um ano nos nos mantemos com nossas próprias receitas, tentando fazer tudo funcionar. Passamos por várias experiências de 'quase morte'".

O CEO classifica o segundo Major da temporada como um divisor de águas porque foi nesse período em que ele disse para si mesmo que iria resolver o problema com os ex-jogadores: "Tivemos uma conversa com nosso investidor e foi muito bem explicado que não poderíamos continuar endividados e, basicamente, fizemos um acordo para quitar todas as nossas dívidas".

VALOR DE UM JOGADOR

Questionado sobre o quanto uma organização precisa para operar no Counter-Strike, o diretor executivo do CRAZY estimou que um clube pequeno e funcional gasta em torno de € 500 mil e € 700 mil por ano, baseando-se na experiência que tem de fazer parte do leste europeu.

Antonio Meic falou ainda sobre o mercado de jogadores dizendo que "os valores dos atletas giram atualmente em torno de € 50 mil e € 250 mil para aqueles que estão despontando e entre € 300 mil a € 1 milhão, quando são estrelas". O executivo, contudo, deixou claro que "o valor real se resume a quanto alguém está disposto a pagar".

O diretor executivo aproveitou o momento para classificar algumas ofertas que já recebeu pelos jogadores do CR4ZY como “piadas” por conta dos valores que giraram entre € 75 mil e € 250 mil

Dono da segunda melhor campanha do Minor europeu, o CR4ZY chegou até o Legends Stage do StarLadder Berlim. A equipe terminou a segunda fase com duas vitórias e três derrotas, campanha está que a garantiu no próximo Major entrando pelo Challengers Stage.