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Tiburci0 explica que Detona abriria mão de chances no Minor mesmo com v$m jogando

Detona de tiburci0 entra na LA League como a grande favorita ao título Rafael Veiga/Draft5

Disputar um Major é o sonho de qualquer jogador de Counter-Strike: Global Offensive e poucas seriam as equipes que abririam mão dessa oportunidade. Foi o que a Detona fez. A fim de focar nas competições nas quais já está garantido, o time resolveu adiar por mais um semestre o sonho de poder participar do “Mundial de CS” ao desistir da seletiva sul-americana para a qual foi convidada.

Mas a justificativa dada pelo capitão tiburci0 em entrevista à Furia TV não convenceu parte da comunidade, que acha que o banimento sofrido por v$m foi a verdadeira causa para a Detona não querer disputar o qualificatório. Ao ESPN Esports Brasil o comandante afirma que esse pensamento é uma falácia e bate novamente na tecla do “conflito de calendário”.

“O caso do v$m tem um certo peso, mas mesmo que ele pudesse jogar essa edição do Major nós iríamos continuar com esse mesmo pensamento de que tem coisas para focar em momentos certos. E o momento certo é focar nesse bootcamp, focar nas finais do Esportal e na oportunidade que temos para chegar com a maior força possível na França [para a disputa das finais da ESL Pro League]. Fora que jogar o classificatório daria conflito e a gente teria que abrir mão do campeonato internacional e do treino na Suécia antes de ir pra França”, revela.

Realmente, a Detona terá muitos compromissos a cumprir nas próximas semanas. Deste sábado (25) até 30 de junho disputará as finais de LA League, Esportal Global, ESL Pro League (EPL) e GC Masters - com a equipe precisando se deslocar entre Brasil, Suécia e França nesse período.

A primeira parada de tiburci0 e companhia será na BBL Arena a fim de disputar a “Libertadores do Counter-Strike”. A Detona é uma das quatro finalistas da quarta temporada da LA League junto com a também brasileira W7M Gaming, a latina Denial Esports e a argentina 9z Team.

Trata-se de uma competição que foi dominada pelos times brasileiros nas duas primeiras edições. Na última temporada, contudo, o País só contou com uma representante nas finais, que somado a derrota sofrida pela W7M na série valendo vaga na EPL resultou num desempenho aquém do esperado.

Mas tiburci0 não acha que o resultado inferior pressiona os times brasileiros nessa edição da LA League. “Nessa temporada as equipes brasileiras vão prevalecer. Acredito que Detona e W7M vão disputar a decisão, mas o time argentino é muito forte assim como a Denial. Ambos podem surpreender e não tem essa de estar ganho, estar fácil já estar na final”, opina.

A Detona dulerá contra a 9z por uma vaga na decisão. A equipe argentina chega na LA League com novos jogadores após a reformulação que fez no início deste mês. Tiburci0 diz que essas mudanças podem ser vistas de duas maneiras: “Passar por mudanças pode mostrar muito imprevisibilidade, principalmente trocando quem comanda o time dentro do jogo de última hora. Talvez com algumas chamadas surpreendentes feitas pelo novo IGL, eles podem surpreender a gente”.

O comandante da Detona deixa claro que a equipe “enxerga o adversário como outro qualquer e vamos jogar o nosso melhor, jogar para ganhar sempre. Não existe isso de jogo fácil”.

Questionado pela reportagem sobre quem gostaria de enfrentar numa eventual final, tiburci0 responde que “não importa a equipe que vier, a gente vai tentar conquistar o título”. Sobre a outra semifinal, na qual estão W7M e Denial, o jogador afirma que “ambas as equipe são boas e já vencemos. Conhecemos mais a W7M por jogar no Brasil, mas sinceramente não estamos torcendo para ninguém. Mas acreditamos que a W7M é um pouco mais forte pelo histórico que possui”.

A presença de mais equipes brasileiras no mata-mata não é a única diferença entre esta e a última temporada da LA League. Na quarta edição não teremos em jogo as vagas para a ESL Pro League. Fato este que, na opinião de tiburci0, não tira o brilho da competição. Segundo o jogador, “a vaga é um diferencial, mas só de estar aqui, num campeonato presencial e que é muito bacana. Estou bem feliz e vou dar o meu melhor, o melhor da Detona para ganhar esse título, não importando se a premiação é só dinheiro ou se terá vaga”.

BOM MOMENTO E FUTURO

A discussão quanto a equipe que melhor vem atuando no cenário brasileiro nunca morre. Team oNe, Furia, W7M Gaming são algumas das equipes que já receberam tal “título”. Mas e atualmente, qual é o melhor time no Brasil? A resposta para muitos é Detona, por tudo o que tiburci0 e companhia vêm apresentando nos últimos meses.

Com 427 pontos, a Detona é quem lidera o ranking Draft5, consequência dos expressivos resultados conquistados nos últimos campeonatos que a equipe disputou, como as classificações para as finais da nona temporada da ESL Pro League, Esportal Global e GC Masters, e também os títulos de Dell Gaming Liga Pro e Aorus League.

Tiburci0 concorda com aqueles que apontam que a Detona é a melhor equipe no Brasil no momento: “Os nossos títulos mostram isso. Realmente temos feito campeonatos magníficos, com muita propriedade. Muita gente acha que é só mira, só bala e habilidade, mas se deve ao nosso grande esforço e ao fato da parte tática estar muito boa também”.

De São Paulo a Detona viaja para a Suécia, mais precisamente para a renomada lan house Inferno Online, o local escolhido para receber as finais da Esportal Global. O objetivo da Detona para com esse torneio é o mesmo da LA League: "Sair com o título ou pelo menos chegar na final e apresentar um bom jogo na decisão. Se vier o título com a gente jogando bem e merecendo, ótimo, mas se jogarmos bem e o outro time também, o que importa é a evolução do time".

Na sequência a equipe terá um importante compromisso na França. Em Montpellier a equipe disputará as finais da ESL Pro League. Torneio esse que, para tiburci0, será “um pouco mais difícil”. O capitão aponta que o time já sabe “que vamos começar pegando Astralis ou Team Liquid por conta dos seeds e isso é um pouco assustador. São 16 participantes no total e a gente quer ficar pelo menos entre os 12 primeiros. Não queremos terminar entre os últimos, mas se ficarmos e vermos que realmente estava muito difícil, vamos entender e aprender com os erros”.