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A inevitável e injusta questão: 'Será que a Geguri consegue salvar o Shanghai Dragons?'

Geguri é uma das quatro novas contratações do Shanghai Dragons para o Stage 3 da Overwatch League Shanghai Dragons

Em um café a caminho de um evento em Santa Mônica, CA, o rosto de uma das baristas se ilumina com a menção de esports e Overwatch.

"Você vai para o Stage 3 na quarta-feira?", ela pergunta. "A Geguri vai jogar?"

Eu menciono que ela deve começar no jogo de abertura do Dragons contra o Dallas Fuel.

"Espero que ela possa se comunicar com sua nova equipe", diz a barista. "Eu realmente quero que ela vá bem."

Fãs. Detratores Oponentes no jogo. Se você gosta de Overwatch profissional, você conhece Kim "Geguri" Se-yeon.

Em 2016, a flex/tanque de 16 anos de idade da UW Artisan foi acusada por membros do Dizziness de usar um ‘aimbot’ na Zarya enquanto jogava nas eliminatórias da Nexus Cup na Coreia. Sua mira era boa demais e parecia dar umas travadinhas estranhas. Depois que o clamor online chegou a um fervor abusivo, Geguri foi convidada a provar sua inocência.

O resultado final foi uma demonstração pública na qual uma tímida Geguri mostrou sua incrível Zarya em frente a uma platéia ao vivo. A Blizzard Entertainment confirmou que nenhum recurso de hack foi usado. A mira aparentemente perfeita de Geguri era seu próprio talento bruto combinado com uma câmera um pouco ruim no jogo e uma sensibilidade no mouse incomumente alta.

Sua inocência foi comprovada. A reivindicação de Geguri rendeu a ela uma base de fãs sul-coreanos e internacionais dedicados, os quais só continuaram a crescer.

Aos 18 anos, como membro inicial do ROX Orcas, Geguri se tornou a primeira mulher a jogar na OGN Apex da OnGameNet em Seul, Coreia do Sul. Naquela época, em 2017, o torneio era a liga profissional de Overwatch mais competitiva do mundo. Os fãs apareceram com sinais encorajadores e sapos de pelúcia em reconhecimento de seu nome no jogo.

Agora Geguri, pela segunda vez, será a primeira mulher a jogar Overwatch em nível profissional em uma liga principal. Desta vez, será a Overwatch League na Blizzard Arena em Burbank, CA, vestida com o uniforme vermelho e dourado do Shanghai Dragons. A partida do Dragons contra o Dallas Fuel é a série de abertura do Stage 3.

É uma das estreias de jogador mais esperadas da Overwatch League.

Da mesma forma, todos conhecem o recorde do Shanghai Dragons: zero vitórias em 20 partidas nas etapas 1 e 2 da temporada inaugural da OWL. A equipe sofre com rumores de problemas internos e infelicidade. O DPS Lu "Diya" Weida teve que voltar para casa para uma emergência familiar no meio do Stage 2. Em 6 de março, o treinador Chen "U4" Congshan deixou o cargo. Cinco dias atrás, o time anunciou a saída do DPS Fang "Undead" Chao.

A questão óbvia e irrefreável de se Geguri é capaz de salvar o Shanghai Dragons é injusta. Isso sobrecarrega sua chegada; uma tentativa desesperada de tudo ou nada para salvar a totalidade do destino de uma franquia da Overwatch League, tudo sobre os ombros de uma jovem jogadora novata. Uma pergunta mais caridosa seria sobre o quão bem seu estilo de jogo vai se encaixar em sua nova equipe.

A chegada de Geguri coincide com várias mudanças na escalação do Shanghai Dragons. Quando a formação inicial foi montada, U4 chegou à equipe com três de seus antigos jogadores da LGD Gaming: Undead, o suporte Cheng "Altering" Yage e o flex/tanque Wu "MG" Dongjian. A LGD era conhecida por fazer com que Undead parecesse bom, criando composições de equipe especificamente para facilitá-lo. Na maioria de seus jogos na Overwatch League, o time pareceu o mesmo.

A recente saída do Undead muda o que inicialmente se esperava de Geguri após sua contratação. Anteriormente, Diya fora colocado em serviço com sua Tracer enquanto Undead rodou com outros heróis DPS como McCree, Windowmaker e Soldier 76. A adição do ex-jogador da MVP Space, o DPS Chon "Ado" Gi-hyeon, poderia mudar isso. Ado é conhecido por seu Genji, mas também jogou de Tracer com frequência. Geguri e Ado são duas das três importações sul-coreanas escolhidas pelo Shanghai Dragons; o tanque Lee "Fearless" Eui-seok é a terceira.

O suporte He "Sky" Junjian, antes da Miraculous Youngster, também se junta à equipe, tendo recentemente se tornado elegível para jogar por sua idade em fevereiro. O influxo de novos jogadores pode trazer uma nova flexibilidade para a equipe se os membros conseguirem se unir suficientemente bem. Overwatch é um jogo de equipe, afinal, e, especialmente para um jogador flex/tanque como Geguri, requer uma comunicação forte.

Embora Geguri seja conhecida por sua Zarya pela maneira como foi empurrada aos holofotes internacionais, a sul-coreana passa a maior parte do tempo de D.Va. No Dragons, ela será encarregada de eliminar ameaças, especialmente para a Tracer da equipe, enquanto também fornece Matrizes de Defesa oportunas. Geguri foi elogiada no passado não só por sua mecânica, mas pela ordem e oportunidade de suas habilidades. Isso será colocado em um teste maior na Overwatch League.

Para uma trajetória de carreira em potencial, Geguri não precisa procurar mais do que seu ex-colega de equipe do Orcas, Kwon "Striker" Nam-joo, que melhorou tanto durante seu tempo no Boston Uprising que está atualmente na disputa como melhor Tracer no campeonato. O holofote da Overwatch League ilumina no melhor e mais brilhante que o jogo tem a oferecer, mas também fez novas estrelas em seu palco.

Quando ela faz streams com uma câmera, Geguri só mostra sua mão e um pequeno pachimari de pelúcia. Às vezes, Geguri é incrivelmente tímida, em outros, ela está rapidamente conversando com seus espectadores e apertando o bichinho entre os jogos.

Acima de tudo, mesmo quando era uma trêmula estudante do ensino médio injustamente acusada de trapacear, Geguri é ferozmente teimosa e ambiciosa. Isso pode impulsioná-la no caminho para melhorias como seu ex-companheiro de equipe.

Todo mundo que está no Overwatch profissional conhece a Geguri.

E agora, todo mundo está esperando para ver o que acontece a seguir.