Atualmente, a LOUD é uma das maiores organizações brasileiras atuando no cenário de esports. Mostrando dominância no League of Legends nacional e no VALORANT, a equipe ainda não fez avanços para começar seus investimentos no Counter-Strike. Durante uma transmissão, Bruno PlayHard, co-fundador da equipe, comentou sobre os porquês da LOUD não ter entrado no cenário ainda.
Os primeiros pontos levantados pelo dirigente da organização, foram os altos valores que precisam ser investidos para conseguir nomes de peso para uma equipe competitiva. Além disso, ele também comentou sobre a dificuldade da equipe se manter caso não consiga encaixar e garantir resultados bons.
“Counter-Strike é arriscado, porque pra montar um time bom é muita multa, muito salário, muita estrutura fora do país. Daí você não classifica, não ganha, não vai para os campeonatos, não ganha grana de Major, skin e de um time vitorioso competitivamente - ele não encaixou e tal -, aí você entra em um rombo”, comenta PlayHard.
Um ponto levantado por um dos espectadores - e muito comum recentemente no cenário de Counter-Strike -, foi a possibilidade da organização trazer uma casa de apostas como parceira. Apesar da possibilidade, PH não se mostrou muito entusiasmado com a ideia devido às diversas variáveis que podem ocorrer ao longo do contrato.
“Não está tão fácil mais. A regulamentação de casa de aposta mudou, você corre o risco de pegar uma que em dois/três meses vai sair do seu contrato, não tem como processar porque os cara tem empresa muito blindada juridicamente, com estrutura em outros países e paraísos fiscais. Ai você vai ficar lá com a folha salarial na mão, com a estrutura do time toda e se você não paga é prejuízo, faliu a empresa”, observa.
No entanto, o dirigente da LOUD não descarta a possibilidade. De acordo com ele, um convite foi feito para Gaules participar de seu podcast e a ideia é escutar o que o influenciador teria a dizer.
“Eu chamei o Gaules pra ir no nosso podcast, quando ele for lá, meu objetivo é que ele me convença a entrar no Counter-Strike. Vou aprender muito lá, com certeza”, finalizou.
playhard sobre a entrada da LOUD no CSpic.twitter.com/H0DSMmS7Qq
— LOUDinhos 🇧🇷 (@loudinhos) September 18, 2023
Peacemaker responde argumentos
Após ver o clipe de PlayHard comentando sobre as dificuldades de entrar no cenário de Counter-Strike, Luis “peacemaker”, um dos treinadores mais notórios do Brasil que passou por organizações como Team Liquid, Complexity e Imperial Esports, refletiu sobre suas experiências passadas.
Lembrando de suas passagens pelas equipes MAD Lions, Heroic e Tempo Storm, o analista comentou que não são necessários grandes investimentos para ter uma equipe de sucesso.
“Todos projetos que participei e que fomos juntos do Top 100 ao Top 10 do mundo, com nenhum investimento em buyouts milionários, apenas revelação de jogadores. Pelo contrário, tirando no Tempo Storm, sempre sofri durante anos justamente perdendo meus jogadores para o mercado altamente competitivo e pela falta de capacidade de pagar salários absurdos”, escreveu em seu perfil.
“Sjuush, Stavn, blameF, acoR, Bubzkji, Roej, Snappi, es3tag, refrezh, HooXi... dentre diversos outros que hoje são referências no CSGO mundial. É possível montar uma equipe competitiva pensando a longo prazo, porém é sim necessário investimento em bootcamps e na estrutura da organização e da equipe”, adicionou.
