A indústria dos videogames, o cenário de esportes eletrônicos e o público tem no BIG Festival, que começou na última quinta-feira (29) e vai até domingo (02) no São Paulo Expo, na capital paulista, um evento especial. Há 10 anos no calendário da cidade de São Paulo, a edição de 2023 mantém a tradição de dar palco para jogos independentes, mas expande seu espaço para grande games e os esports.
Em entrevista ao ESPN Esports Brasil, Gustavo Steinberg, porta-voz do BIG Festival, falou sobre o antes, durante e depois do evento. Saiba como os jogos são selecionados, a cerimônia de premiação dos melhores games e os planos do BIG para o futuro.
Perguntamos ao porta-voz como é ver os planos feitos ao longo do ano tomando forma e a comparação feita com edições anteriores, em outros pontos da cidade de São Paulo: “eu adoro o Centro Cultural São Paulo, foi um belo lar para o BIG durante muitos anos, mas a gente saiu de lá porque não cabia. A gente foi para o Club Homs, mas também ficou pequeno. Não tinha jeito, a gente teve que vir para o São Paulo Expo no ano passado. A gente bombou o ano passado e dobramos de tamanho - e está cheio este ano. Estou feliz, tudo está dando tudo certo.
O BIG sempre teve parcerias com várias empresas brasileiras e internacionais. Este ano, o vento conta com Konami, Atari, Xbox, dentre outras. Perguntamos como que o processo para trazer as empresas ao evento. Steinberg diz como é essa relação e foi além dos jogos independentes: “sempre tivemos a presença deles na área de negócios, mas a coisa cresceu de forma orgânica a partir do momento que os títulos independentes vão ganhando importância. Assim, começa a fazer sentido para as empresas mostrarem seus jogos maiores. Às vezes, os times de jogos grandes são independentes e essa troca é superimportante para os títulos independentes crescerem também. A gente convida, vai em mercados internacionais, traz literalmente mais de 100 publishers na área de negócios e umas 20 delas está lançando jogos aqui. Esse ano tivemos pela primeira vez o lançamento mundial de jogos no BIG, dois títulos da Atari, com a possibilidade de jogá-los no evento”.
Como o BIG define os jogos que serão divulgados e premiados? Steinberg falou sobre a curadoria do evento: “a gente recebe jogos do mundo inteiro e um comitê de seleção interno analisa todos os títulos, que devem ter um estúdio independente acoplado ao projeto. Recebemos quase 700 esse ano é selecionamos 110. Esses jogos estão competindo em diversas categorias, como de “melhor jogo”, “melhor arte”, “melhor som”, “melhor mecânica” ... Uma cerimônia de premiação, que acontece nesta sexta (30), apresenta os escolhidos por vários júris em cada categoria, formado por profissionais importantes da indústria”.
O que se nota no BIG desse ano é a junção do mundo dos games com os esportes. Steinberg disse que “os esportes eletrônicos estão presentes no BIG há um bom tempo na área de negócios, mas sem um espaço definido. Este ano há uma arena e uma programação específica de esports. A gente montou uma programação bem legal, com foco em showmatch (apresentação) de times competindo em espaço apropriado. Tem também a parte de influenciadores, algo que a gente começou a reforçar durante a pandemia”.
Segundo Steinberg, “há conversas, se fizer sentido” para que haja eventos competitivos. Trata-se de uma forma de ver cada edição, evoluir e corrigir problemas, como diz o porta-voz: “Estamos sempre corrigindo e melhorando. Obviamente, depois que o evento acontece, tudo que a gente puder fazer para melhorar a experiência do público será feito”.
Com esse crescimento, há o plano para expandir para outros estados e/ou países ou o foco de é se manter em São Paulo? Steinberg diz que “o BIG já tem uma presença internacional muito forte, incluindo a área de relacionamento e de negócios. Estamos conectados com o exterior, somos uma referência para a indústria. Em primeira mão, digo que seremos destacados na noite desta sexta-feira (30) na Steam de forma global, com a nossa cerimônia de premiação, mas antes de levar o evento para fora, temos que crescer aqui cada vez mais".
