<
>

MLB The Show 22: Cada vez mais real, game de beisebol ajuda no desenvolvimento de atleta

Em conversa com Antony Curti, Jazz Chisholm Jr., jogador do Marlins, falou sobre sua relação com MLB The Show


Qual a utilidade de um jogo de videogame para um atleta? Talvez você nunca tenha feito esta pergunta ou pensado no tema, mas cada vez mais esta conexão faz parte da realidade de profissionais pelo mundo. Afinal, se eu que tenho 30 anos e cresci com consoles como Super Nintendo e Mega Drive em diante, imagine atletas profissionais de hoje, com 20 e poucos anos e totalmente conectados.

É o caso de Jazz Chisholm Jr., jovem estrela do Miami Marlins na MLB. Na tarde da última segunda-feira (11), tive a oportunidade de conversar com Jazz à luz do lançamento do MLB The Show 22, novo game da Sony/San Diego Studios para PlayStation 5, Nintendo Switch, Xbox Series X e a antiga geração (PlayStation 4 e Xbox One).

Chisholm, nascido em 1998, cresceu com os videogames e sempre arranja um tempo para jogar com seus amigos. E sim: joga com seu avatar na franquia The Show, o que torna tudo ainda mais legal.

TÃO REAL QUANTO PARECE

Jazz, assim como eu e você, tem total noção da evolução da parte gráfica dos jogos nos últimos 20 anos. De uma pele com uma “textura única” na época de PlayStation 2, a pintinhas e imperfeições nas faces dos atletas virtuais, a evolução foi notória nessas últimas duas décadas. “Às vezes, minha avó passa na sala e pergunta quem está jogando hoje”, disse Jazz quando perguntei sobre quão real é um jogo hoje em comparação ao seu cotidiano.

Uma parte importante no esporte – ou nos games - é a jogabilidade. No beisebol, essa questão da simulação é essencial. Jazz mencionou a questão do contato: “onde a bola pega no bastão e o contato são muito bem recriados. Uma bola que trisca no topo do bastão no momento do swing vira um pop-out da mesma forma que o mundo real”, destacou Chisholm Jr.

MAS QUAL É A UTILIDADE PARA UM ATLETA, AFINAL?

O rating do jogador, aquele cálculo feito pela desenvolvedora de games para definir o talento de um atleta no mundo virtual, é um tema comum entre os atletas de diversos esportes, incluindo Madden NFL. No game de futebol americano, por exemplo, há uma espécie de um especial às vésperas do lançamento de cada jogo com calouros descobrindo seus primeiros ratings na franquia.

O rating de Chisholm Jr é um dos mais altos dos Marlins em MLB The Show 2022. O valor, acima de 80, é um bom número para um jogador de campo interno tão jovem como ele. Chisholm Jr disse que conversa com amigos sobre o assunto e, que nesta edição, “não teria como ele estar abaixo disso”.

Faltava ainda uma pergunta: o jogo pode ajudar um atleta? Era o tema que eu estava mais interessado em nossa conversa.

Jazz disse que “sim”, em especial dois pontos: o reconhecimento de arremessos e a questão de ter mais disciplina no bastão. Ele disse que costuma jogar com a câmera mais parecida o possível da visão que tem quando no está em campo. Se observarmos a evolução de Jazz nesse ponto em sua curta carreira, faz todo sentido.

Chisholm teve 24,2% de chegada em base em 2020, seu primeiro ano nos profissionais. No ano posterior, esse número subiu para 30,3 – ainda pouco para o que se espera na Major League Baseball, mas uma evolução. Depois de três jogos neste ano, embora o espaço amostral seja pequeno, um início forte de temporada: 36,4% de chegada em base, o que mostra uma evolução ano a ano na disciplina.

Os jogos chegaram num ponto impressionante em termos de simulação, a ponto de serem importantes no desenvolvimento dos próprios atletas. Em termos de jogabilidade, o MLB The Show é um marco nos jogos de esporte há algum tempo. Os números e a conversa com Jazz Chisholm são provas.

MLB The Show 22 foi lançado no dia 5 de abril para Nintendo Switch, PlayStation 5, PlayStation 4, Xbox One e Xbox Series X. O texto foi feito com base nas experiências da versão para o PlayStation 5.