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Primeiras impressões | MLB The Show 22 traz novidades, mas parece uma versão 'de luxo' do 21

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Antony Curti traz suas primeiras impressões de MLB The Show 22, game da nova temporada do beisebol da MLB.


Melhor, pero no mucho. Assim descreveria a primeira impressão ao jogar o novo MLB The Show 22, novo ggame da franquia oficial de beisebol da MLB. O que nos chamou atenção no ano passado, segue intacto: uma iluminação maravilhosa dos ballparks em puro 4K, andorinhas voando sobre o Dodger Stadium, o grão do infield é visível na sua TV. Só que o jogo parece chegar ao seu teto no atual ciclo de desenvolvimento.

Mudanças pequenas foram feitas na jogabilidade, embora elas acabem acarretando uma melhora significativa na essência do jogo, como já falaremos. Em breve, aliás, teremos um review um pouco mais extenso e com mais milhagem de jogo. Por enquanto, vamos às primeiras impressões e, para facilitar, separamos três pontos positivos e três pontos negativos. Para ficar mais temático, vamos chamar de “strikes” como acertos e “bolas” como erros ou estagnação do San Diego Studio.

STRIKES

Mais plataformas: A versão 21 do game trouxe a simulação de beisebol (finalmente!) para os donos de consoles Microsoft, com a estreia da série no Xbox. Vale lembrar, The Show por décadas foi exclusivo da Sony. A edição desde ano transcende e acerta em cheio: o Switch recebe uma versão e dada a popularidade do console da Nintendo no Japão – e do esporte como um todo – é um duplo acerto que a capa do game seja o arremessador/rebatedor/faz tudo Shohei Ohtani. O japonês é atual MVP da Liga Americana e uma das maiores personalidades da MLB no momento.

Novas vozes: Por mais que eu ame Matt Vasgersian e o considere o melhor narrador de beisebol há algum tempo, era hora de mudar um pouco para dar uma sensação de frescor aos jogadores. Jon “Boog” Sciambi, que você deve conhecer das transmissões da ESPN, assume a narração junto de Chris Singleton. Era uma mudança importante, até para deixar a geração anterior de consoles mais para trás na história da série.

Adaptação na rebatida: O sistema de swing “normal/contato/força” era bastante antigo no MLB The Show e precisava de uma adaptação para a atualidade do beisebol, onde o binômio força ou strikeout é cada vez mais constante. Assim, a punição para um swing ruim caso você escolha “força” agora é maior. A recompensa, idem. Ademais, o swing de contato vai te salvar menos vezes com dois strikes na contagem – cheguei a ter um duelo de 23 arremessos na edição passada usando do recurso e agora, bem, não tem como mais. Ótimo, porque temos mais realismo à mecânica do jogo.

BOLAS

Reptição: Por mais que as novas vozes sejam para lá de bem-vindas, temos poucas “frases” de Sciambi no jogo. Depois de jogar por algum tempo nota-se isso com facilidade. Como estou acostumado a jogar ouvindo música ou em live, não será tanto problema para mim, mas alguns jogadores podem reclamar e creio que apenas na próxima edição esse cardápio de falas será adequado.

Mais do mesmo: Por mais que as mudanças no gameplay estejam ali – como a questão do contato e a possibilidade de “arremesso perfeito” no infield para além do campo externo – é pouco para justificar o preço cheio que o jogo tem como rótulo de um lançamento deste porte.

Tragam o Road to The Show de volta, por favor: A “anexação indireta” do modo Road to The Show via Diamond Dynasty (equivalente ao FUT de Fifa 22 no MLB The Show) continua e a “pegada RPG” ficou simplória demais. Você parece escolher um personagem de um jogo de luta do que a moldagem de um jogador de beisebol pelas ligas melhores como acontecia até a edição MLB The Show 20. Uma pena.

Em. breve, traremos uma análise mais à fundo de outras coisas, como o franchise mode – agora temos jogadores de Minors, finalmente – e novidades no March to October, um dos modos mais populares do jogo.

MLB The Show 22 foi lançado no dia 5 de abril para Nintendo Switch, PlayStation 5, PlayStation 4, Xbox One e Xbox Series X. O texto foi feito com base nas experiências da versão para o PlayStation 5.