Megan Rapinoe, estrela do futebol feminino, cobrou os supernomes da modalidade no masculino Cristiano Ronaldo, Lionel Messi e Zlatan Ibrahimovic a se posicionarem e fazerem mais em relação a questões de racismo e sexismo no futebol.
A jogadora de 34 anos venceu nesta semana o prêmio Ballon d’Or da France Football, o segundo na história, após vencer a Copa do Mundo feminina e levar também a Chuteira e a Bola de Ouro do torneio disputado no meio do ano.
Falando com os organizadores da revista francesa depois de ganhar o prêmio, Rapinoe desafiou o trio a seguir sua liderança e ser mais ativo contra problemas no esporte.
“Eu gostaria de gritar: ‘Cristiano [Ronaldo], Lionel [Messi], Zlatan [Ibrahimovic], me ajudem!’”, ela disse. “Essas grandes estrelas não são engajadas em nada enquanto tem muitos problemas no futebol masculino. Eles temem perder tudo? Eles acreditam nisso, mas não é verdade. Quem apagará Messi ou Ronaldo da história mundial do futebol por uma declaração contra o racismo ou o sexismo?”
Rapinoe ajudou a seleção norte-americana a conquistar o segundo título em sua era, anotando seis gols e dando três assistências. Ela também foi votada no FIFPro World XI, bem como escolhida como a jogadora da partida na final.
Rapinoe conquistou o prêmio de Melhor Jogadora da Fifa e acredita que seu sucesso este ano é apenas uma recompensa por suas realizações como jogadora, mas também como ativista.
“Esta Bola de Ouro recompensa os dois", acrescentou. "Por um lado, sou uma boa jogadora. Por outro lado, meu ativismo fora do campo me dá apoio, pois as pessoas entendem que estou agindo para encontrar soluções para os problemas da nossa sociedade. A ideia é capacitar outras pessoas a falarem mais alto".
Rapinoe reconheceu sua posição privilegiada por estar numa posição de ‘vanguarda’ para combater problemas sociais, mas admitiu que está sendo taxada, e que particularmente está pagando o preço por estar viajando tanto.
“Eu tenho sorte por ter um pouco de talento para liderar essas lutas”, disse Rapinoe. “Eu não tenho medo, então eu falo o que eu falo. Viajar para todas essas entrevistas e reuniões me deixou cansava, mas você precisa estar na linha de frente para melhorar as coisas no nosso mundo”, finalizou.
