Os advogados do presidente afastado da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Rogério Caboclo, protocolaram, nesta quarta-feira (07) a defesa do dirigente no processo que tramita na Comissão de Ética da entidade - o ESPN.com.br antecipou a situação pela manhã.
De acordo com os advogados de Cabloco, "o documento desconstrói a acusação contra ele" e "apresenta laudos periciais, pareceres e provas que deixam claro que o presidente da CBF não cometeu nenhum tipo de assédio".
A defesa do cartola ainda afirma que o presidente afastado da CBF é" vítima de um procedimento absolutamente viciado", que "tem como base provas ilícitas, depoimentos de testemunhas evidentemente interessadas em um desfecho negativo para o acusado e fundamentação jurídica esdrúxula".
Caboclo, que está fora da presidência da CBF por decisão da Comissão de Ética da entidade após denúncias de assédio moral e sexual feitas por uma funcionária, repetiu ao longo dos últimos dias que apresentaria sua defesa com "fartas provas e inúmeros notáveis pareceres de sua inocência".
O dirigente ainda reforçava o discurso de que seu afastamento antes mesmo de ser ouvido pela Comissão de Ética era um "golpe político orquestrado" pelo ex-presidente Marco Polo Del Nero, que está banido do futebol, mas ainda possui enorme influência nos bastidores da CBF.
Federações tentam acelerar saída definitiva
Como também antecipou o ESPN.com.br pela manhã, as 27 Federações de futebol do país se reuniram nesta quarta-feira e decidiram solicitar à CBF que seja aberta uma Assembleia Geral Administrativa.
A ideia é que, assim que sair a decisão final da Comissão de Ética, a Assembleia já esteja pronta para votar o destino final de Caboclo.
Em tese, uma Assembleia Geral Administrativa só seria aberta oito dias após a decisão da Comissão de Ética. Todavia, a ideia das Federações no momento é agilizar o processo.
De acordo com pessoas ouvidas pela reportagem,a ideia é votar o afastamento definitivo (e consequente perda de mandato) do cartola o quanto antes.
O ESPN.com.br apurou também que a decisão da Comissão de Ética não deve demorar a sair, e a situação para o afastamento definitivo de Caboclo está encaminhada.
Caso Caboclo perca o mandato, o presidente em exercício da CBF, Coronel Nunes, tem 30 dias para convocar uma eleição entre os vice-presidentes para decidir quem assume de forma definitiva até abril de 2023 - data original do fim do mandato do cartola afastado.
