Joan Laporta, presidente do Barcelona entre 2003 e 2010, se lançou candidato, nesta segunda-feira, às eleições que o clube deve realizar no próximo ano. O ex-dirigente disse que está preparando uma candidatura “com pessoas da minha confiança”.
Derrotado nas urnas por Bartomeu em 2015, ele falou à TV3, da Espanha, sobre os “problemas econômicos” por que passa o clube, afirmou que a situação “será dramática” em 2021 e manifestou a intenção de ter ao seu lado Pep Guardiola, caso eleito.
Para o ex-presidente, o atual problema do Barcelona é tanto econômico como de imagem.
"A reestruturação é obrigatória porque falta uma gestão mais eficiente”, disse.
Sobre Guardiola regressar ao clube, ele reconhece que a decisão é de cunho pessoal do técnico, afirmando ter pensado em possíveis outros candidatos, cujos nomes vai revelar no momento adequado.
“Ele é uma referência do barcelonismo e sua volta deixaria animados muitos torcedores”, afirmou, sobre Pep.
Sobre Xavi Hernández, reconhecido favorito ao cargo, ele já não mostrou tanta empolgação e, apesar da proximidade entre eles, disse não ter falado sobre tal assunto com o ex-jogador do clube.
“Ele decidirá o momento ideal para ser treinador do Barça. Mas dirigir jogadores que foram seus companheiros não é fácil”, disse. "Xavi é honesto, uma pessoa que conhece e vive muito o futebol para saber qual a decisão correta. Inevitavelmente, será técnico do Barça em algum momento".
Laporta falou sobre a crise de imagem decorrente do 'Barçagate'.
"Estamos esperando a auditoria (de imagem) e nos faltam informações para uma avaliação mais exata”, disse.
Sobre a volta das competições na Espanha, prevista para o mês de junho, o ex-presidente azulgrana se mostrou favorável “sempre dentro das medidas de segurança e proteção oportunas”.
“Prefiro ganhar LaLiga no campo, competindo", disse.
Indagado sobre seu ex-aliado político, que depois se tornaria adversário, Sandro Rosell, que esteve preso, Laporta disse que o castigo foi desproporcional e injusto, um pesadelo.
"Desejo que ele supere. Vi outro dia em um programa de televisão o quanto ele sofreu e desejo que siga em frente. Podemos nos enfrentar e ter opiniões divergentes e contraditórias em alguns temas, mas quando se trata de humanidade, devemos ter especial sensibilidade, sobretudo se não somos rancorosos. Eu procuro esquecer o que me fazem de ruim e olho em frente, para viver a vida que vale a pena”, finalizou Laporta.
