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PSG, Flamengo e até Barcelona: seleção brasileira joga Copa América com sombra do mercado

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Filipe Luís deixa decisão sobre futuro para depois da Copa América e evita 'boatos': 'Perguntem diretamente para mim' (1:02)

Lateral esquerdo está sem contrato após o fim do vínculo com o Atlético de Madrid (1:02)

O Flamengo não tem nenhum jogador na seleção brasileira que disputará a Copa América. Ainda assim, torcedores gritavam o nome do clube em Brasília, na ida da delegação para o amistoso contra o Catar há uma semana. O alvo? Filipe Luís, em uma tentativa de sensibilizar o lateral-esquerdo, em últimos dias de contrato na Espanha, a vestir rubro-negro.

O episódio ilustra uma situação que é comum também a outros convocados de Tite para a competição que se inicia na próxima sexta-feira: o futuro indefinido e a sombra do mercado.

Filipe tem contrato com o Atlético de Madrid até o próximo dia 30 de junho, mesma data em que se encerra o vínculo de Daniel Alves com o PSG. O clube francês, por sua vez, trata Allan como uma das prioridades da janela de transferências, que também pode tirar Everton do Grêmio.

Em meio a tantas possibilidades, como manter o foco na seleção? “A gente vê um pouquinho das matérias da imprensa, mas estou completamente desligado, minha cabeça totalmente focada aqui, em fazer uma boa Copa América”, disse Allan, ainda jogador do Napoli.

Segundo veículos da imprensa francesa e italiana, o negócio envolvendo Allan está bem encaminhado, e o PSG estaria disposto a pagar 50 milhões de euros (quase R$ 220 milhões).

Quem também promete só decidir o futuro depois da competição sul-americana é Filipe Luís. O lateral já manifestou desejo de seguir no Atlético, mas, como a renovação ainda não avançou, avalia outras possibilidades. Além do Flamengo, seu nome já foi ligado ao Barcelona.

“Acaba meu contrato, tenho a possibilidade de ficar, ou sair, as portas estão abertas. Mas já conversei com a comissão, não vou dizer sim para nenhum clube antes da Copa América.”

Daniel Alves, por sua vez, já esteve bem perto de renovar com o PSG por mais uma temporada, mas o contrato não foi assinado. Em entrevista recente à ESPN, o lateral-direito disse: “Agora mesmo não tenho rumo. A única pista que posso dar é que estou com bastante opções”.

Há ainda casos como o de Everton, que entrará na Copa América sem uma proposta concreta para deixar o Grêmio. Algo que ele mesmo acredita que pode mudar com destaque na seleção.

“Está muito aberto. A Copa América é uma competição de muita visibilidade, vai depender do meu rendimento. Sei que fazendo grandes jogos, vão aparecer clubes da Europa. Às vezes, fica inevitável. Futebol é momento. Se for bom para mim e para o Grêmio, vamos analisar”, disse.

Nas páginas de muitos jornais ingleses também será possível encontrar notícias envolvendo o futuro de outro dos atacantes da seleção: Richarlison. Nos últimos meses, por exemplo, surgiram rumores envolvendo o Manchester United, mas a tendência é que ele siga no Everton.

“Desde o começo da minha carreira venho conquistando meu lugar passo a passo. Tenho muito a agradecer também a meu empresário, que olhou o projeto da minha carreira. Estou no Everton, feliz, vejo muitas notícias saindo, mas quem decide é o presidente”, desconversou.

Enquanto muitos da seleção brasileira entram na Copa América com o futuro indefinido, Eder Militão já definiu sua próxima temporada há alguns meses, trocando o Porto pelo Real Madrid como o zagueiro mais caro da história do clube merengue, por 50 milhões de euros.