Betão e Dinélson, que jogaram no Corinthians 'galáctico' da MSI, são convidados do Resenha ESPN desta sexta-feira
O Corinthians dos tempos da parceria com a MSI, entre o fim de 2004 e 2007, ficou conhecido pelo título brasileiro de 2005, o time "galáctico" cheio de estrelas... e também as confusões nos bastidores. Convidados do Resenha desta sexta-feira (às 22h, pela ESPN no Star+), o zagueiro Betão e o ex-meia Dinélson relembraram alguns casos que testemunharam.
Dinélson, por exemplo, esteve indiretamente ligado em uma das brigas mais famosas daquele elenco. Os astros Tevez e Carlos Alberto se desentenderam em um treino em 2005, justamente depois de um lance do argentino com o então jovem e franzino meia.
Dinélson até hoje tenta entender o que aconteceu... "Nada, só uma jogada normal e tal... O Carlos Alberto com o Tevez ali, os dois davam uma briguinha. Foi uma jogada, e o Carlos Alberto entendeu que ele (Tevez) foi mais forte em mim, só que eu não percebi nada."
"Era imprensa me ligando, e nem sabiam, não tinha muito esse recurso de telefone. Mas, na concentração, meu telefone tocando, tocando... Atendo o jornalista, e eu, na minha cabeça: 'De que lado vou ficar?' Comecei a ficar nervoso, gaguejar e desliguei. Problema deles. Eu vou defender Carlos Alberto? Tevez? Fiquei nervoso, gaguejava", contou, aos risos.
Betão, embora também jovem naquela época, já tinha um papel de maior destaque naquele elenco. "Digo sempre: foi o melhor elenco que trabalhei, de longe, tecnicamente. Mas, de confusão, todo dia tinha uma, todo dia", contou o zagueiro, hoje no Avaí, aos 38 anos.
Betão lembrou no Resenha especificamente de uma dessas confusões no vestiário, com uma discussão inusitada envolvendo Roger e novamente Tevez e Carlos Alberto.
“Vocês conhecem o Roger, ele é bem temperamental... Tinha dia que chegava no vestiário e cumprimentava todo mundo; tinha dia que não cumprimentava ninguém, fazia as coisas dele. E teve uma época, por um problema pessoal, que ele ficou um tempo na casa do Tevez. Ele passou um tempo lá e depois conseguiu se ajeitar e voltou à rotina normal”, inicou.
“Passou um tempo, e dia que não cumprimentava, dia que cumprimentava... E teve um dia, numa resenha de vestiário, que falaram: 'Alguém quer falar alguma coisa?'. E o Tevez: 'Yo (eu) quero. Roger, o que acontece? Você morou na minha casa e agora nem me cumprimenta mais. O que está acontecendo? E o Roger, daquele jeito: 'Não, não é nada não'...”
O problema é que Carlos Alberto resolveu aproveitar a "cobrança" e incluir uma sua... "O Carlos Alberto levantou e ‘Eu também quero falar agora! Roger, você tem que começar a tocar a bola para mim! Você não está tocando a bola para mim!".
“Misturou as conversas, já viu...”, resumiu Betão.
