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Iniciativa de jogadores de Overwatch quer unir a comunidade e ajudar o planeta

Equipe do 'projeto piloto' do Ecoponto Brasil plantou cerca de 165 árvores em Sorocaba, interior de São Paulo Ecopoint Brazil

Para quem faz parte das comunidades de Overwatch em redes sociais, é comum encontrar publicações e mais publicações reclamando da toxicidade dos jogadores. Enquanto a Blizzard oferece soluções por vezes paliativas, como denúncias e banimentos, um jogador pensou em outra forma de resolver o problema: plantando árvores.

À primeira vista, a ideia pode parecer absurda. O que plantar árvores tem a ver com melhorar o comportamento dos jogadores dentro de Overwatch? Mas Vitor “RavnusLock” Silveira, idealizador do projeto, explica:

“Após refletir muito sobre como podemos resolver, ou pelo menos diminuir esse problema que afeta tanto nossa comunidade, cheguei à conclusão que não temos contato, ou se temos, é pouco. Sim, podemos jogar todos os dias juntos, à distância, mas estar do lado, conviver, é outra coisa”, afirma.

A iniciativa foi nomeada de Ecoponto Brasil, em homenagem aos ecopontos da história de Overwatch. “Os Ecopontos dentro do mundo de Overwatch são formados por grupos de cientistas que monitoram as mudanças climáticas no mundo”, conta Ravnus. “Como não temos todo esse ‘poder’, precisávamos criar algo que fosse simbólico, causasse um impacto e mobilizasse a comunidade”

O “projeto piloto” da iniciativa foi realizado no último domingo (21) em Sorocaba, interior de São Paulo. Ao todo, 10 pessoas se reuniram para plantar cerca de 165 mudas de 20 espécies diferentes doadas pelo grupo Parque Chico Mendes no local cedido pela prefeitura.

“A ideia de você sentar do lado de uma pessoa que só conhece à distância, cavar um buraco, com a mão na terra, e plantar uma semente para o futuro debaixo de sol quente, tem o poder de criar laços e memórias positivas que dificilmente vão se quebrar”, comenta Ravnus. “Sentar para comer do lado de todo mundo cansado e suado, vendo o olhar de ‘trabalho concluído com sucesso’ não tem preço”.

O jogador, que está em Overwatch desde o final da Season 2 e é ‘main’ Reinhardt, explica que encontrar amigos durante eventos como a Brasil Game Show é algo bom, mas não é o suficiente para melhorar a comunidade.

“Quem sabe iniciativas como essa façam mais pessoas trabalharem literalmente juntas, e se conhecerem melhor, adultos e crianças”, diz Ravnus com esperança. “Ao invés de ficarmos nos bloqueando dentro do jogo por um singelo momento no qual rolou um comportamento desagradável que só vemos dentro do jogo e que nos impede de criar laços com essas pessoas, podemos mudar a situação se trabalharmos juntos, como uma unidade”.

Ariane “NanneMeloPsi” Melo, CEO do projeto Fábrica de Lendas, foi uma das participantes do primeiro encontro do Ecoponto Brasil, e só tem elogios à iniciativa.

“Passamos uma tarde maravilhosa onde pudemos conhecer ‘ao vivo’ muitos de nossos colegas de time, contribuindo para um meio ambiente melhor e mostrando que gamer não é inimigo da natureza, muito menos sedentário”, brincou. “Trabalhamos bastante e ficamos com calos de Crossfit, mas valeu cada minuto.”

Nanne também afirma que o grupo aprendeu muito sobre trabalho em equipe, comunicação, planejamento e até biologia. “Fizemos exercícios, ajudamos o planeta e construímos laços afetivos. Nada melhor para um dia de domingo”, garante.

Apesar de estar em sua ‘primeira edição’, a Ecoponto Brasil já tem planos de se expandir pelo país e pelo mundo. Segundo Ravnus, já existem alguns grupos "prontos" no Rio de Janeiro, em Brasília, São Paulo e Santa Catarina, além de “um pessoal se mobilizando no Reino Unido”.

Por fim, o idealizador resume seu projeto: “Para dar certo temos que todos estar juntos. O Ecoponto Brasil é isso, pessoas se unindo por algo melhor para o futuro e tendo a consciência que, não preciso ter superpoderes ou alta tecnologia para salvar o mundo. Podemos ser heróis, dando pequenos passos”.

Para saber mais sobre a iniciativa e participar dos próximos encontros, acesse a página oficial do Facebook.