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Novak Djokovic está fora do Australian Open e será deportado: 'Extremamente desapontado'

O Tribunal Federal da Austrália manteve a decisão de cancelar o visto do sérvio Novak Djokovic, que será deportado do país e não disputará o Australian Open de 2022 por não apresentar comprovante de vacinação contra a COVID-19


Novak Djokovic está fora do Australian Open. O tenista não defenderá o título do torneio após um veredito tomado neste domingo (16) por juízes do Tribunal Federal da Austrália, que manteve a decisão do Ministro da Imigração de cancelar o visto do sérvio 'por motivos de interesse público'.

O atual líder do ranking da ATP pretendia faturar seu 10º título de Australian Open, o primeiro Grand Slam da temporada, que começa na segunda-feira (17), ainda noite de domingo (16) no Brasil, com transmissão ao vivo pela ESPN no Star+.

Mas, antes mesmo de tentar superar Rafael Nadal e Roger Federer para tentar chegar ao seu 21º título de Grand Slam, o tenista sérvio viu seu sonho chegar ao fim às vésperas dos jogos no Melbourne Park.

O visto de Djokovic foi cancelado pela primeira vez em sua chegada a Melbourne, na Austrália, quando sua isenção de vacinação foi questionada, mas desde então ele venceu uma batalha legal por motivos processuais que lhe permitiram permanecer no país.

Então, na sexta-feira (14), o visto do sérvio foi cassado em decisão tomada por Alex Hawke, Ministro da Imigração.

“O governo de [Scott] Morrison está firmemente comprometido em proteger as fronteiras da Austrália, particularmente em relação à pandemia de COVID-19”, disse Hawke em comunicado, referindo-se ao primeiro-ministro australiano.

“Tomo nota da decisão do Ministro da Imigração em relação ao visto de Novak Djokovic”, disse Scott Morrison em comunicado. “Entendo que, após uma análise cuidadosa, o Ministro tomou medidas para cancelar o visto de Djokovic por motivos de saúde e ordem, com base no interesse público”.

Djokovic se diz 'extremamente decepcionado'

Djokovic disse estar 'extremamente decepcionado'. O tenista divulgou comunicado logo após o Tribunal Federal confirmar por unanimidade a decisão tomada na sexta-feira pela Imigração da Austrália em cancelar seu visto, alegando 'interesse público'. O sérvio não apresentou um comprovante de vacinação contra a COVID-19.

Djokovic detém o recorde de nove títulos do Australian Open, incluindo três consecutivos, mas desta vez nem terá a chance de tentar.

“Estou extremamente desapontado com a decisão do Tribunal de indeferir meu pedido de revisão judicial da decisão do ministro de cancelar meu visto, o que significa que não posso ficar na Austrália e participar do Australian Open”, disse Djokovic. “Respeito a decisão do Tribunal e vou cooperar com as autoridades competentes em relação à minha saída do país”, acrescentou.

Djokovic disse que estava 'desconfortável' porque o foco estava nele desde que seu visto foi cancelado na chegada ao aeroporto de Melbourne, em 6 de janeiro. A decisão significa que o tenista permanecerá detido em Melbourne até ser deportado.

A federação nacional que administra o torneio, Tennis Australia, disse que respeita a decisão do Tribunal Federal.

“Estamos ansiosos por um Australian Open 2022 competitivo e emocionante e desejamos boa sorte a todos os jogadores”, afirmou em comunicado.

A deportação geralmente ocorre o mais rápido possível após uma ordem, a menos que seja impedida por ação judicial. O governo não disse quando Djokovic sairá. Uma ordem de deportação também geralmente inclui uma proibição de três anos de retorno à Austrália.

Na Sérvia, o presidente Aleksandar Vucić afirmou que a audiência foi 'uma farsa com muitas mentiras'.

“Eles acham que humilharam Djokovic com esse assédio de dias, e na verdade se humilharam. Se você dissesse que quem não foi vacinado não tem direito de entrar, Novak não viria ou seria vacinado”, disse a repórteres.

Vucić disse que disse a Djokovic em conversa que 'que mal podia esperar para vê-lo na Sérvia, para voltar ao seu país, para ir onde ele é sempre bem-vindo'.

Ministro da Imigração da Austrália, Alex Hawke saudou a decisão tomada neste domingo.

“As fortes políticas de proteção de fronteiras da Austrália nos mantiveram seguros durante a pandemia, resultando em uma das menores taxas de mortalidade, recuperações econômicas mais fortes e maiores taxas de vacinação do mundo”, disse Hawke.

“Políticas fortes de proteção de fronteiras também são fundamentais para salvaguardar a coesão social da Austrália, que continua a se fortalecer apesar da pandemia”, acrescentou.

O primeiro-ministro Scott Morrison saudou o que descreveu como “decisão de manter nossas fronteiras fortes e manter os australianos seguros”. “Agora é hora de continuar com o Australian Open e voltar a curtir o tênis durante o verão”, disse Morrison em comunicado.