A vitória de João Fonseca sobre Novak Djokovic em Roland Garros não foi apenas histórica pelo contexto do Grand Slam francês, mas também por um recorte estatístico que reforça a dimensão do feito. Ao virar um duelo em cinco sets depois de estar perdendo por dois, o brasileiro alcançou um cenário raríssimo diante de um dos maiores tenistas da história.
Em mais de 300 partidas disputadas por Djokovic em torneios de Grand Slam e Copa Davis, o sérvio havia sido derrotado nessa condição apenas uma vez.
A única exceção havia sido em 2010, nas quartas de final de Roland Garros, quando foi superado por Jürgen Melzer após abrir 2 a 0 (3-6, 2-6, 6-2, 7-6 e 6-4).
Desde aquele episódio, Djokovic construiu uma sequência de domínio em jogos desse tipo. Foram 301 partidas em que, após vencer os dois primeiros sets, manteve a vantagem até o fim. Ainda assim, houve outros testes em que o adversário chegou ao quinto set mesmo após início adverso, algo que só reforça o peso da reação de Fonseca.
Depois de 2010, apenas três jogadores conseguiram levar Djokovic ao quinto set nessas condições: Andy Murray, em Roland Garros de 2015; Stefanos Tsitsipas, também em Paris, em 2020; e Taylor Fritz, no Australian Open de 2021. Em todos os casos, no entanto, o sérvio saiu vencedor.
Além desses confrontos, outros nomes chegaram a incomodar o sérvio em jogos longos, como Marcos Baghdatis, em Wimbledon 2007, e Fernando González, em Roland Garros. Ainda assim, nenhum deles conseguiu completar a virada após o cenário de 0–2.
