Número 6 do mundo, rival de João Fonseca não gostava de tênis, entrou no esporte para 'fugir' da escola e odeia barulho: 'Nunca fui a um show na vida'

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À ESPN, João Fonseca fala de 'maturidade' após classificação e diz como tem sido lidar com jogadores de alto nível (0:46)

João Fonseca já conhece o adversário que terá pela frente na busca por uma vaga na semifinal do ATP 500 de Munique.

O brasileiro, número 35 do mundo, encara o americano Ben Shelton, atual sexto do ranking, em duelo previsto para sexta-feira (17), ainda sem horário definido. Será o primeiro encontro entre os dois no circuito.

Aos 23 anos, Shelton vive o melhor momento da carreira, mas sua relação com o tênis nem sempre foi natural. Em entrevista recente ao On, o americano revelou que não gostava do esporte quando começou a jogar e que a motivação inicial veio muito mais pelo estilo de vida do que pela paixão pelas quadras.

“Quando comecei a jogar tênis, não gostava muito”, afirmou. A virada veio com o tempo. “Sei que comecei tarde no tênis, mas me apaixonei pelo esporte”, completou. Antes disso, o que chamava sua atenção era a rotina da irmã, que viajava para competir. “Ela saía da escola para jogar, ficava em hotéis... eu pensei: ‘cara, isso parece bom’”.

Dentro de quadra, Shelton construiu um estilo agressivo, buscando referências, mas sem abrir mão da própria identidade. “Eu tento ser único no meu jogo. Copiei alguns elementos do Nadal, por ele ser canhoto, mas quero potencializar meus pontos fortes e ser diferente”, explicou.

Fora das quadras, o americano também foge do padrão. Avesso a ambientes barulhentos, ele admite levar uma vida mais reservada. “Não gosto de lugares superlotados e barulhentos. Nunca fui a um show na minha vida”, disse. Ainda assim, utiliza a música como combustível antes das partidas: “Gosto de ouvir hip-hop pesado para me animar”.

Competitivo, Shelton destaca que a disciplina é um dos pilares de sua evolução. “Quando é hora de trabalhar sério, não tenho problema em ser o primeiro a chegar ou o último a sair”, afirmou.

O número 6 do mundo também reconhece que ainda está em desenvolvimento. “Estou tentando adotar uma mentalidade de crescimento. Sei que ainda estou longe de onde quero chegar”.

Enquanto isso, João Fonseca segue acumulando experiência no circuito. Em 2026, o brasileiro disputa seu sétimo torneio, com dez vitórias e seis derrotas até aqui. A melhor campanha foi justamente na semana passada, ao alcançar as quartas de final em Monte Carlo, seu melhor resultado em um Masters 1000