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João Fonseca admite nervosismo contra Draper e lamenta eliminação em Roland Garros: 'Poderia ter feito muitas coisas diferentes'

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João Fonseca lamenta derrota em Roland Garros, mas vê aprendizados na eliminação: 'Estou no caminho certo' (2:50)

O tenista brasileiro foi eliminado por Jack Draper na terceira rodada de Roland Garros (2:50)

O brasileiro João Fonseca se despediu de Roland Garros com derrota por 3 a 0, parciais de 6/2, 6/4 e 6/2, para o britânico Jack Draper, número 5 do ranking mundial, neste sábado.

Em entrevista exclusiva à ESPN, o jovem carioca, de apenas 18 anos, lamentou a eliminação no primeiro Grand Slam francês de sua carreira.

''A gente sempre quer mais, obviamente. Triste pela derrota de hoje, poderia ter feito muitas coisas diferentes. Agora é revisar o jogo, ver com os meus treinadores, refletir no que eu errei e seguir. Ao mesmo tempo, feliz com a minha performance no meu primeiro Roland Garros e seguir trabalhando'', disse.

''Foi a minha primeira vez jogando contra um top 5. A intensidade, o peso da bola, a profundidade da bola. Foi bom notar como que é. A experiência de jogar um Roland Garros, ainda mais no calor e em uma tensão. Jogar pela primeira vez uma terceira rodada. É seguir trabalhando, estou no caminho certo'', completou.

Após grande esforço físico na partida contra Pierre-Hugues Herbet, pela segunda rodada, João Fonseca não conseguiu impor seu ritmo contra Draper em quase 2 horas de partida. Ao longo do confronto, o brasileiro sofreu principalmente com o saque do rival, que pesava a mão no início de cada game.

''Eu comecei o jogo um pouco mais tenso. Acho que do lado dele também veio um pouco de tensão, mas logo quando ele me quebrou ali no começo, ele acabou se sentindo um pouco mais solto e eu fui ficando mais preso, demorando para me encontrar dentro de quadra. Já no segundo set, joguei um pouco melhor até o 3 a 3 que eu tive 40 a 15, fiz duas falhas bobas e depois ele jogou bem, me quebrou e ficou na frente. Quase quebrei ele no 5/4'', analisou João.

''Esse tipo de jogo não pode falhar dentro de quase, tem que estar muito bem estruturado dentro de quadra para ganhar desses jogadores. Eu entrei muito focado, querendo muito passar para a próxima rodada, mas o nervosismo acabou batendo e não consegui jogar da minha melhor forma, mas muito por mérito dele que não me deixou à vontade dentro de quadra. Agora é seguir trabalhando, não acaba por aqui. Acabou o saibro e agora é partir para a grama'', disse.

No set derradeiro, João Fonseca chegou a pedir atendimento médico. Na volta para o jogo, seguiu sendo dominado por Draper, que não teve problemas em fechar o terceiro set em 6 a 2. Segundo o brasileiro, porém, o forte calor não o atrapalhou.

''Eu estava bem fisicamente. Pedi atendimento para meu ombro que eu já tive algumas coisas e estava me incomodando um pouquinho, mas foi mais para eu respirar e pensar um pouco o que eu podia fazer de diferente, não só para tratar do ombro, mas também para respirar e refletir. Eu sou do Rio, estou mais acostumado com o calor do que ele. Talvez isso até me favoreceu um pouco. Estava bastante úmido, troquei a camisa várias vezes, mas isso não influenciou muito'', concluiu.