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João Fonseca diz o que mudou desde final contra Tien e projeta estreia em Miami: 'Criando uma rivalidade legal'

Depois de conquistar o 3º título no ano, o Challenger 175 de Phoenix, capital do Arizona, João Fonseca já está na Flórida para a disputa do Miami Open, torneio com transmissão de todas as quadras no Disney+ Premium.

O tenista brasileiro de 18 anos é uma das grandes sensações do circuito e vai disputar o Masters 1000 da costa leste americana pela primeira vez na carreira. Na estreia, prevista para amanhã ou quinta-feira (20), João vai encarar um "velho" conhecido: Learner Tien.

O americano de 19 anos já enfrentou o nº 1 do Brasil duas vezes no ano passado, ambos no Next Gen ATP Finals, torneio que reúne os oito melhores tenistas com menos de 21 anos na temporada. O carioca levou a melhor nas duas oportunidades, uma na fase de grupos e outra na final, ficando com o título. Antes disso, em 2023, os dois também decidiram o US Open juvenil, com João Fonseca se consagrando campeão.

Ao rever o duelo no Grand Slam para juniores, João viajou no tempo em entrevista exclusiva para a ESPN.

"Foi onde tudo começou. Na verdade foi um momento que eu realmente realizei que eu poderia fazer algo pelo esporte. Caraca, fui campeão de um Grand Slam juvenil. Realmente, é muito emocionante rever isso porque foi muito trabalho chegar até aí."

O título do US Open juvenil de 2023 parece tão distante do momento atual do brasileiro porque ele já se consolidou no profissional, com 5 títulos em um ano.

"Obviamente, o João de lá mudou muito para o João de cá. Muito mais maduro, muito melhor fisicamente. Acho que a técnica continua a mesma, mesma vontade de crescer como pessoa, como jogador, gosta de ir para a bola, ser agressivo. Obviamente, o de hoje melhorou muito o saque. É um João muito mais completo. Tenho muito a melhorar ainda, mas legal rever esse momento."

Sobre o adversário da estreia no Miami Open e companheiro de geração, João também elogiou Tien e projetou o duelo que promete se repedir diversas vezes na elite do tênis mundial.

"Está criando essa rivalidade muito legal. A gente jogou no Next Gen também. Ver como a gente veio do juvenil, eu comecei perdendo, depois ganhei, ganhei as outras três. Essa rivalidade é legal, até me perguntaram já se pode ter criado uma rivalidade... Pode ser que no futuro a gente jogue muito jogos e crie uma boa rivalidade no tênis, mas ele é uma boa pessoa, bom jogador. Tem tudo para ser uma boa partida."

Mesmo com o americano jogando em casa, João Fonseca acredita que vai ter parte dos torcedores gritando o seu nome.

"Estou me sentindo bem nessa semana, sei que a torcida brasileira vai vir em peso. Estou ansioso para jogar, ansioso para ver essa torcida brasileira. Vai ser tudo de bom esse torneio, vou conseguir aproveitar ao máximo o meu terceiro Masters 1000."

O tenista brasileiro já disputou o Masters 1000 de Indian Wells, disputado na Califórnia no início do mês de março, e também o Masters 1000 de Madri, em abril do ano passado, disputado no saibro espanhol. Em ambos os torneios, ele chegou até a 2ª rodada.

Para superar esse resultado, ele espera manter o embalo do título de Phoenix e se adaptar rapidamente a Miami.

"Cheguei ontem de manhã [segunda-feira]. Primeiro treino foi hoje. Estou me sentindo bem, as condições são parecidas com o que eu tive em Phoenix. A bola era igual, a quadra era bem parecida também, mais áspera. Fez muito bem (o título). Com certeza para a cabeça faz bem, para a confiança. Eu tenho vindo de uma boa temporada, bom começo de temporada. Então, é seguir bem, ganhar títulos é sempre muito bom."