<
>

Bia Haddad busca virada no Ginásio do Ibirapuera e mantém o Brasil vivo na BJK Cup

Beatriz Haddad Maia sorri durante a partida contra Anna-Lena Friedsam no jogo 3 do confronto entre Brasil e Alemanha nas Eliminatórias da Billie Jean King Cup de 2024. Buda Mendes/Getty Images for ITF

Depois de ser superada na partida que abriu o confronto da Billie Jean King Cup, Beatriz Haddad Maia buscou uma virada contra a alemã Anna-Lenna Friedsam para delírio do Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo.

A tenista nº 1º do Brasil e 13º do mundo levou um susto no 1º set, após estar vencendo por 4 a 0, e acabou perdendo a parcial contra a nº 189 do ranking da WTA, mas se reencontrou em quadra e venceu por 2 sets a 1 após duas horas e meia de partida.

Com a vitória de Bia, o Brasil segue vivo no confronto contra a Alemanha e diminui o placar para 2 a 1 na “Copa do Mundo” do tênis feminino.

No começo da tarde deste sábado (13), a torcida brasileira foi aos poucos enchendo, novamente, o Ginásio do Ibirapuera e ovacionou muito a equipe do Brasil. Incluisve, Laura Pigossi e Carol Meligeni regeram a festa na arquibancada do box verde e amarelo.

Na plateia, grandes nomes do esporte brasileiro foram muito aplaudidos. Rayssa Leal, skatista de 16 anos medalha de prata nas Olimpíadas de Tóquio, e Luisa Baptista, triatleta campeã pan-americana que ficou internada por 3 meses após sofrer uma acidente gravíssimo, foram anunciadas pelo locutor do evento.

Bia Haddad começou o jogo bem agressiva e, apesar já cometer alguns erros não forcados, conseguiu quebrar a alemã duas vezes seguidas e abrir 4 a 0 no 1º set. No entanto, Friedsam reagiu e conseguiu devolver as duas quebras, levando a parcial para um delicado 5 a 5.

No momento de grande apreensão em todo o Ibirapuera, Bia teve um break point, mas não conseguiu aproveitar, enquanto Friedsam foi agressiva e confirmou o serviço. A brasileira passou a errar ainda mais, teve o serviço quebrado e perdeu a parcial por 7 a 5.

O 1º set durou uma hora e cinco minutos, com 21 erros não forçados da brasileira contra apenas 4 da alemã. Por outro lado, Beatriz Haddad Maia disparou 15 winners contra só 5 de Anna-Lena Friedsma.

Depois do intervalo, Bia voltou melhor e aproveitou que a Friedsam começava a se irritar com a torcida, que às vezes gritava durante os serviços. A brasileira embalou, passou a errar bem menos e empatou a partida com um pneu.

O 2º set durou menos de 40 minutos, e Bia Haddad se sobressaiu com 6 winners e 4 erros não forçados contra 4 winners e 6 erros não forçados da alemã.

No set decisivo, a paulista de 27 anos parecia mais solta em quadra e passou a chamar mais a torcida após pontos importantes. Bia conseguiu quebrar Friedsam logo no 3º game. A brasileira manteve o embalo e não deixou a adversária reagir. Com mais uma quebra, a Beatriz Haddad Maia venceu a partida com 6 a 1 na parcial final.

Esse foi o 2º encontro entre as tenistas, sendo que no ano passado Bia foi derrotada pela alemã também nos Qualifiers da Billie Jean King Cup, só que dessa vez, em solo alemão.

Agora, o próximo jogo será entre Carol Meligeni, número 345 do ranking de simples da WTA, contra Laura Siegemund, nº 85 do mundo. O Brasil está atrás no placar, por 2 a 1, e precisa vencer o esse duelo para empatar o confronto e forçar o jogo de duplas para decidir contra a Alemanha.

Se nenhum capitão promover qualquer mudança, Bia Haddad e Luisa Stefani vão enfrentantar Angelique Kerber e Anna-Lena Friedsam ainda neste sábado (13).

A Billie Jean King Cup, antiga Fed Cup, é um torneio de tênis feminino entre países, em que cada nação convoca cinco tenistas para formar uma equipe. Em cada confronto entre seleções, cinco partidas são disputadas, sendo quatro de simples e uma, última, de duplas se necessário. O país que vencer três jogos primeiro, vence o duelo.

Além das jogadoras acima, Ingrid Martins também foi convocada para formar o Time Brasil. Além das profissionais, as juvenis Naná Silva, campeã do Roland Garros Junior Series na semana passada, e Pietra Rivoli foram chamadas para ajudar nos treinos, como sparring.

O confronto entre Brasil e Alemanha é válido pela fase eliminatória (qualifiers) da BJKC. A equipe que vencer avança para a fase final da competição, que será disputada no final do ano, em Sevilha na Espanha. A seleção derrotada vai para a repescagem, quando terá que vencer para se manter na elite do tênis no ano que vem.