<
>

De Djokovic a novas estrelas: 10 momentos marcantes do US Open de 2023

O US Open de 2023 chegou ao fim no último do domingo. E além dos títulos de CoCo Gauff e Novak Djokovic nas chaves de simples, o último Grand Slam do ano nos proporcionou momentos marcantes.

Por isso, vamos relembrar alguns dos principais da edição deste ano do Aberto dos Estados Unidos.

*Conteúdo patrocinado por Motorola, Mitsubishi, Vivo, Ademicon, Betano e Sankhya

A hora de Coco Gauff chegou

Aos 19 anos de idade, Coco Gauff fez a alegria da torcida local e se tornou campeã do US Open. A norte-americana superou a número 1 do mundo Aryna Sabalenka por 2 sets a 1, parciais de 2-6, 6-3 e 6-2.

Gauff se coloca agora em posição de ser uma das maiores da atualidade e a grande esperança do tênis americano após a aposentadoria de Serena Williams.

Djoko de novo!

Djokovic venceu na final o russo Daniil Medvedev por 3 sets a 0, parciais de 6-3, 7-6 (5) e 6-3.

Esse é o 24º título de Grand Slam na carreira de Djokovic, que amplia o próprio recorde de maior vencedor de Majors da história entre os homens, aumentando a vantagem para Rafael Nadal (22).

Djoko também iguala Margaret Court, que venceu 24 Grand Slams em simples.

O sérvio de certa forma se vingou de Medvedev pela final de 2021, vencida pelo russo, que evitou com que Djokovic conquistasse os quatro títulos de Grand Slam no mesmo ano.

Protestos durante a semifinal feminina

Um protesto contra a utilização de combustíveis fósseis interrompeu a semifinal de US Open entre Coco Gauff e Karolina Muchová, por 49 minutos.

Após o primeiro game do segundo set, três manifestantes começaram a protestar e dois deles foram logo retirados da Arthur Ashe Stadium. Um deles, porém, usou uma "supercola" e grudou seu pé na arquibancada do estádio, causando o atraso.

Os policiais tiveram que usar solvente para retirar o manifestante do estádio, o que fez com que o processo demorasse os 49 minutos que a partida ficou parada.

Os três protestantes usavam camisetas com a mensagem "Acabem com combustíveis fósseis". Vale lembrar que, neste ano, ativistas ambientais também interromperam uma partida em Wimbledon com um protesto.

Nasce uma estrela?

Os norte-americanos não têm um campeão de Grand Slam desde 2003, quando Andy Roddick venceu o US Open. Mas Ben Shelton deixou o torneio dando esperança aos locais de que uma nova estrela pode ter nascido.

Shelton, de 20 anos, começou a semana como número 47 do ranking, eliminou Dominic Thiem, Tommy Paul, Francis Tiafoe e só foi parar na semifinal contra Novak Djokovic.

Shelton forneceu momentos e golpes incrívels, incluindo os saques mais rápidos do torneio, a 238km/h.

Adeus a John Isner

Maior tenista norte-americano dos últimos 10 anos, John Isner disse adeus ao tênis após ser eliminado na segunda rodada por Michael Mmoh. Isner deixa o esporte tendo sido top 10, com 16 títulos e recordes de aces.

Ops...

Até a número 1 do mundo se confunde. Durante o tiebreak do terceiro set na semifinal do US Open contra Madison Keys, Aryna Sabalenka largou a raquete e olhei para o seu box em emoção quando anotou o sétimo ponto, achando que a partida havia acabado.

Porém, no US Open, quando há um tiebreak no último set, ele vai até 10 pontos. A bielorrussa fechou o jogo mesmo assim, ganhando mais três pontos.

Problemas estomacais

Cabeça de chave número 28 no US Open, o norte-americano Christopher Eubanks foi eliminado pelo francês Benjamin Bonzi, por 3 sets a 1.

Eubanks sofreu com problemas estomacais durante a partida. E em um momento crucial.

Com o jogo empatado em 5 a 5 no quarto set, o americano perguntou ao árbitro de cadeira se poderia abandonar o game.

"Se eu tomar uma penalidade por cada ponto deste game, mais uma pausa para ir ao banheiro, quanto tempo será isso? Tipo, sacrificar o próximo game para ir ao banheiro", questionou Eubanks.

“Você não teria muito tempo”, disse o árbitro.

"Eu não teria muito? Mesmo se eu desse o game e mais uma pausa para ir ao banheiro?", questionou o tenista. "Você tem toda a mudança até 6-5", rebateu o árbitro.

No fim, Eubanks voltou para a quadra, levou dois aces e abandonou o ponto do 40-0 no saque do francês no meio para ir ao banheiro.

Condições climáticas brutais

O final do verão em Nova York pode ser cruel e MUITO quente.

A vitória de Daniil Medvedev contra o compatriota Andrey Rublev nas quartas de final do US Open ficou marcada não só pelo bom tênis do número 3 do mundo, mas também por uma forte crítica que ele fez à organização do torneio.

Durante a partida contra Rublev na tarde da última quarta-feira (6), Medvedev olhou para uma das câmeras da quadra e disparou: “Um jogador vai morrer. E eles vão ver”.

As altas temperaturas fizeram com que ele pedisse atendimento médico durante o jogo para usar um inalador para respirar melhor.

Após o confronto, o russo tratou de explicar melhor a situação e ressaltou o impacto que o calor tem em ambos os atletas durante as partidas e como isso torna o jogo ainda mais difícil.

“Foi brutal. A única coisa boa que vejo nestas condições é que ambos sofremos. Foi difícil para nós dois. Sinceramente, no final do primeiro set eu não conseguia mais ver a bola. Eu estava brincando com as sensações, tentei ir em frente e correr e pegar as bolas. Estávamos cansados o tempo todo. Foi muito difícil vencer”, disse Medvedev.

Felipe Meligeni consegue melhor resultado da carreira

A campanha histórica de Felipe Meligeni Alves foi histórica no US Open. Pela primeira vez na carreira na segunda rodada de um Grand Slam, o brasileiro levou a virada de Sebastián Báez por 2 sets a 1, parciais de 7/6, 4/6, 4/6, e se despediu da sua primeira participação no Aberto dos Estados Unidos.

Meligeni furou o quali e participou da chave principal de um Grand Slam pela primeira vez.

Nazista fora

Um momento muito triste marcou a grande vitória de Alexander Zverev em cima de Jannick Sinner, tenista número 6 do mundo, por 3 sets a 2 nas oitavas de final do US Open. O duelo começou na noite da última segunda-feira (04), se estendeu por quase cinco horas e acabou no início da madrugada da terça (05).

No começo do 4º set, Zverev foi até o juiz de cadeira e disse que um torcedor proferiu "a frase mais famosa do Hitler" antes de seu serviço. O tenista alemão ficou revoltado, e o árbitro, imediatamente, se virou para o público e exigiu que a pessoa que havia dito aquilo fosse identificada.

Então, o número 12 do ranking confirmou o game de saque e, durante a virada de quadra, o torcedor foi identificado e convidado a se retirar pela segurança do Grand Slam americano. O homem foi vaiado pela imensa maioria do público até que deixou a arquibancada do Arthur Ashe Stadium.