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Djokovic vence Roland Garros pela 3ª vez, se isola como maior campeão de Grand Slams e volta a ser n°1 do mundo

O tênis masculino tem um novo soberano: Novak Djokovic.

O sérvio venceu o norueguês Casper Ruud neste domingo (11) por 3 sets a 0, com parciais de 7/6 (7/1), 6/3 e 7/5, e conquistou Roland Garros pela vez na carreira (2016, 2021 e 2023). Nole agora soma 23 títulos de Grand Slams e se isola no topo da lista dos maiores campeões de Majors entre os homens, deixando para trás o espanhol Rafael Nadal, que tem 22 e com quem estava empatado. O suíço Roger Federer vem em terceiro, com 20.

Aos 36 anos, Djokovic igualou ao bater o rival 12 anos mais novo a mesma marca de conquistas da norte-americana Serena Williams na chamada 'Era Aberta' do tênis (a partir de 1968) e, de quebra, ainda reassumiu a liderança do ranking da ATP.

Ele, agora, aparecerá com 7.595 pontos na próxima atualização da lista, à frente dos 7.175 do espanhol Carlos Alcaraz, que parou nas semifinais no Aberto da França justamente ao encarar Djoko.

Com a conquista no saibro francês, Djokovic fica a apenas um título de igualar a australiana Margaret Court, simplesmente a maior vencedora de Grand Slams da história, entre homens e mulheres, com 24 títulos, 11 deles na 'Era Aberta'.

A divisão de conquistas de Majors do sérvio é esta: Australian Open (10), Roland Garros (3), Wimbledon (7) e US Open (3).

O triunfo na grande decisão deste domingo em Paris passou por uma qualidade importante de Djokovic: saber sofrer.

Intenso desde o começo, Ruud abriu o confronto dentro da Philippe-Chatrier colocando Nole para correr por cada ponto, impondo uma quebra no primeiro saque do sérvio para chegar a ter 4 a 1 no set.

Melhor no primeiro serviço e se valendo de uma dupla falta do norueguês, Djokovic subiu o nível para devolver a quebra e levar o confronto à igualdade de 4 a 4, desperdiçando ainda um break point para poder encaminhar a vitória no set.

O equilíbrio na reta final do set, já sem novas quebras, levou a decisão ao tie-break, quando o sérvio levou a melhor e fechou com um atropelo: 7 a 1.

Ao contrário dos problemas que enfrentou no começo da partida, Djokovic iniciou o segundo set sobrando em quadra e abrindo 3 a 0 com uma quebra de vantagem sobre Ruud. Foi isso o que deu ao sérvio a chance de administrar os pontos até conseguir fechar em 6/3, com um outro ritmo de jogo, muito mais sob seu controle.

No segundo set, o norueguês conseguiu retomar o mesmo nível do primeiro e competiu até o 5 a 5, quando teve novamente o saque quebrado por Djokovic.

Sacando para a história, o sérvio fez valer o serviço e fechou o jogo em 7/5, com 3 sets a 0, para se tornar o maior campeão de Grand Slams da história no tênis masculino.