Os melhores tenistas do mundo estão reunidos em Paris, capital da França, para a disputa de Roland Garros, e o fã de esporte pode acompanhar a transmissão de todas as quadras do complexo parisiense pela ESPN no Star+.
As janelas de jogos começam às 06 horas da manhã, horário de Brasília, e devem se estender até, pelo menos, às 16h.

*Conteúdo patrocinado por Motorola, Mitsubishi Motors, Vivo, Ademicon, Betano.TV e Sankhya.
Após o término das partidas, o programa Pelas Quadras de Paris promete, diaramente, analisar e projetar os principais confrontos do 2º Grand Slam da temporada com os especialistas de tênis da ESPN, como Fernando Meligeni, Fernando Nardini, André Ghem, Teliana Pereira, Sylvio Bastos, Dadá Vieira e Fernando Roese.
Apesar da ausência do atual e maior campeão Rafael Nadal, que está lesionado, o saibro sagrado do Aberto da França contará com a presença de Novak Djokovic, que pode se tornar o homem com mais títulos de Grand Slam da história do tênis, quebrando o recorde que pertence a ele e ao espanhol.
No feminino, a líder do ranking Iga Swiatek vai defender seu título e terá como principal desafiante Aryna Sabalenka, que pode 'roubar' o número 1 da polonesa. A brasileira Beatriz Haddad Maia também está garantida na chave principal e entra como cabeça número 14 em Roland Garros.
A liderança do ranking masculino também está em jogo. O atual número 1 do mundo Carlos Alcaraz busca seu 2º major da carreira e precisa 'defender' seu lugar do nº2 Daniil Medvedev e de Djokovic.
E não para por aí. Ainda tem os brasileiros Thiago Monteiro e Thiago Wild, que furou o qualificatório, garantidos na chave principal de simples. Nas duplas, Marcelo Melo, Luisa Stefani e Rafael Matos puxam a fila dos representantes do Brasil. Confira o guia de Roland Garros de 2023 que o ESPN.com.br preparou:
Djokovic em busca de mais um recorde
Novak Djokovic chega, pela 1ª vez, como o grande favorito ao título de Roland Garros em função da ausência de Nadal. O sérvio, que já foi campeão no Aberto da França duas vezes (2016 e 2021), busca o 23º Grand Slam da carreira e pode se tornar o homem com mais majors na história do tênis caso levante o caneco em Paris.
Com o título do último Australian Open, Djoko conseguiu empatar com Rafael Nadal nesse recorde, ambos com 22 títulos, mas agora Novak quer ir além. Roger Federer, que se aposentou no ano passado, aparece em 3º lugar dessa lista com 20 conquistas.
Djokovic parou nas quartas na última edição do Slam francês após perder justamente para Nadal, que terminou campeão. Com o espanhol lesionado, o sérvio tem uma oportunidade de ouro para buscar o tri em Paris. Em 10 encontros entre os tenistas no saibro de Roland Garros, Rafa venceu oito.
O sorteio, no entanto, colocou outra 'pedreira' vindo da Espanha no caminho de Djokovic. O sérvio pode enfrentar Carlos Alcaraz, atual número 1 do mundo, na semifinal. Djoko estreia contra o americano Aleksandar Kovacevic na 1ª rodada.
Bia Haddad como cabeça de chave
A tenista brasileira Beatriz Haddad Maia está garantida na chave principal de Roland Garros, e, pela 1ª vez na carreira, será cabeça de chave no Grand Slam francês.
A número 1 do Brasil disputa pela 3ª vez o torneio nas simples, sendo que alcançou seu melhor resultado justamente no ano passado, quando avançou até a 2ª rodada. Na ocasião, ela acabou derrotada por Kaia Kanepi, por 2 sets a 0.
Bia está em 14º lugar no ranking da WTA e a menos de 1000 pontos do top 10. No entanto, ela precisa de uma vitória para defender os 70 conquistados na edição anterior. Ela é a única brasileira na chave de simples do Grand Slam.
A paulista de 26 anos estreia contra a alemã Tatjana Maria na 1ª rodada e só pode enfrentar alguma adversária de ranking superior ao dela nas oitavas. No entanto, no Australian Open e em Wimbledon no ano passado, quando ela também era cabeça de chave, Bia Haddad acabou sendo surpreendida e perdeu logo na estreia.
O melhor resultado da carreira em um major da brasileira foi a 2ª rodada. Para superar esse feito, Bia precisa vencer, além de Maria no 1º jogo, Rebecca Marino ou Diana Can Shnaider na fase seguinte. Todas essas adversárias estão fora do top 50 do ranking da WTA.
Na atual gira de saibro, a paulista foi eliminada nas quartas do WTA 500 de Stuttgart por Ons Jabeur, perdeu na estreia para Mirra Andreeva na 2ª rodada em Madri e chegou até às quartas do WTA 1000 de Roma, quando acabou superada por Anhelina Kalinina em um jogaço.
A brasileira que foi mais longe na história do Aberto da França foi Maria Esther Bueno, que alcançou a final na edição de 1964 do torneio.
Ausência de Nadal
O maior campeão de Roland Garros, Rafael Nadal não vai conseguir disputar o Grand Slam nesta temporada em função de uma lesão no quadril. Dono de 14 títulos do Aberto da França, o espanhol não disputa uma partida oficial desde a derrota para o americano Mackenzie McDonald na 2ª rodada do último Australian Open, no início deste ano, quando já estava machucado.
A ausência de El Toro Miúra aumenta consideravelmente as chances de, principalmente, Djokovic conquistar o título, mas também abre caminho para outros postulantes ao troféu como Carlos Alcaraz e Medvedev, que nunca venceram o major francês.
Nadal tem um retrospecto impressionante no saibro parisiense com apenas 3 derrotas em 18 participações no torneio. Rafa só foi derrotado em Roland Garros por Djokovic, na semifinal de 2021 e nas quartas de 2015, e por Robin Soderling, nas oitavas de 2009. Em 2016, o 'Rei do Saibro' acabou abandonando a competição na terceira rodada antes de enfrentar Marcel Granollers em função de uma lesão no punho esquerdo.
A última vez que o Aberto da França não pode contar com o espanhol foi em 2004, quando Nadal ainda não tinha disputado nenhuma edição do major francês.
Briga pelo topo do ranking da ATP
Além do recorde para Djokovic, o título de Roland Garros também pode 'valer' uma mudança no topo do ranking da ATP. Alcaraz, atual número 1 do mundo, chegou até as quartas no ano passado e defende 360 pontos. Será a 1ª vez que Carlitos disputa um Grand Slam como líder do ranking, já que estava lesionado durante o Australian Open.
O espanhol, que foi o campeão do último US Open, busca o 2º título de major da carreira em sua 3ª participação no Grand Slam francês. Seu melhor resultado foi justamente na edição de 2022, quando foi derrotado por Alexander Zverev.
Menos de 500 pontos atrás de Alcaraz, Medvedev espera subir uma posição no ranking da ATP. O russo, que chegou até às oitavas no ano passado, defende 180 pontos e vai tentar superar sua melhor campanha no saibro de Paris que foi as quartas de 2021, quando foi eliminado por Stefanos Tsitsipas.
Em 3º lugar do ranking, Djokovic tem uma missão complicada para reassumir o topo do mundo. O ex-número 1 está a pouco menos 1000 pontos de Alcaraz, mas defende 360 pontos das quartas da edição anterior.
Swiatek em busca do tri
Iga Swiatek chega, mais uma vez, em Paris como a grande favorita. A atual número 1 do mundo chegou na edição anterior com a mesma condição e terminou com o título. No entato, em 2022, a polonesa vivia uma sequência impressionantes de vitórias e não via nenhuma adversária no seu 'retrovisor' que poderia ameaçar o seu favoritismo.
Desta vez, no entanto, Swiatek já conhece quem são suas principais adversárias que podem impedir seu tricampeonato em Roland Garros. Aryna Sabalenka, número 2 do mundo, conquistou seu primeiro Grand Slam da carreira no início do ano e venceu a própria polonesa na final do WTA 1000 de Madri há três semanas. A tenista de Belarus representa o maior perigo para os planos da polonesa e vive a melhor fase da carreira. No confronto direto entre as duas, entrentato, Iga ainda leva a melhor com 5 vítorias em 8 encontros.
Quem também ameaça o favoritismo de Swiatek é Elena Rybakina. A campeã de Wimbledon eliminou a polonesa em três oportunidades neste ano, nas oitavas do Australian Open, na semifinal em Indian Wells e nas quartas do WTA 1000 de Roma, sendo que ela ficou com o título na Itália e nos Estados Unidos.
O sorteio colocou Iga e Rybakina no mesmo lado da chave fazendo com que o favoritismo da polonesa diminuísse bastante se comparado com a edição do ano passado.
Thiago Monteiro e Thiago Wild na chave principal
Na chave masculina de simples de Roland Garros, o Brasil terá dois representantes.
Thiago Monteiro, número 96 do ranking da ATP, participa do Grand Slam francês pela 5ª vez na carreira. No ano passado, o cearense de 28 anos não conseguiu passar pelo qualificatório, mas em 2020 chegou até a 3ª rodada, quando foi eliminado por Marton Fucsovics. Foi essa campanha a melhor da carreira de Monteiro em um Grand Slam.
Thiago estreia contra o 'dono da casa' Benjamin Bonzi, nº 65 do mundo.
Thiago Wild furou o quali e vai participar de uma chave principal de Grand Slam pela 2ª vez na carreira.
A estreia do brasileiro de 23 anos em uma chave principal de major foi no US Open de 2020, quando foi eliminado na 1ª rodada por Daniel Evans. O paranaense, que foi campeão juvenil do US Open de 2018, encara na Medvedev logo na 1ª rodada no Aberto da França.
Luisa Stefani, Rafael Matos e outros brasileiros nas duplas
O Brasil também está muito bem representado nas chaves de duplas de Roland Garros.
No masculino, Marcelo Melo, campeão do Aberto da França em 2015 e em Wimbledon em 2017, entra na disputa com o belga Joran Vliegen. Rafael Matos, campeão das duplas mistas com Luisa Stefani no último Australian Open, disputa junto com Francisco Cabral a chave principal do major francês pela 1ª vez na carreira.
Marcelo Demoliner disputa Roland Garros pela 7ª vez e entra na chave com Andrea Vavassori. Thiago Monteiro, além de participar na simples, entra nas duplas com o peruano Juan Pablo Varillas.
No feminino, Bia Haddad e a belarussa Victoria Azarenka, que foram campeãs no WTA 1000 de Madri, entram como cabeças de chave nº 6 e são uma das grandes favoritas. A brasileira já foi finalista do Australian Open nas duplas de 2022.
Luisa Stefani, medalhista olímpica, e a canadense Gabriela Dabrowski, que chegaram na semifinal do US Open de 2021, entram como cabeças nº 9.
Ingrid Martins, carioca de 26 anos, e Iryna Shymanovich, tenista belarussa que treina no Rio de Janeiro, conseguiram uma vaga na chave de duplas. Será a 1ª participação da brasileira em um Grand Slam na carreira.
Premiação de Roland Garros
Os organizadores do Aberto da França decidiram aumentar em mais de 12% a premiação total do torneio em relação ao ano passado. A ideia, inclusive, foi distribuir ainda mais dinheiro para os tenistas que forem eliminados nas primeiras rodadas.
Roland Garros em 2023 vai premiar 49.6 milhõres de euros, algo em torno de 266 milhões de reais. As premiações são iguais para homens e mulheres, mas variam de acordo com a chave.
No simples, os campeões levam, cada um, em torno de 12 milhões de reais. Nas duplas, os vencedores embolsam algo em torno de 3 milhões de reais.
Zverev reencontra quadra de lesão assustadora
A edição de 2023 de Roland Garros será, sem dúvidas especial para Alexander Zverev. O alemão retorna para o saibro sagrado de Paris quase um ano depois de sua séria lesão no tornozelo que o deixou parado por mais de 5 meses.
O número 27 do mundo estava na semifinal da última edição contra Rafael Nadal quando acabou se machucando em uma cena difícil de assistir. Zverev já disputou o Aberto da França sete vezes e nas duas últimas chegou até a semifinal, seu melhor resultado em Paris.
'Sascha' alcançou sua melhor campanha em Grand Slam no US Open de 2020, quando foi derrotado por Dominic Thiem na final e, desde que retornou da lesão, teve como melhor desempenho no ATP 500 de Dubai, quando parou na semifinal após perder para Andrey Rublev.
Zverev, que é o cabeça de chave nº 22, estreia contra o sul-africano Lloyd Harris.
E quem busca o 1º título de Slam?
Se a ausência de Nadal 'facilita' o caminho de Djokovic, Roland Garros pode presenciar campeão inédito caso o sérvio fique pelo caminho.
Alcaraz e Medvedev são sérios candidatos ao título e buscam o 2º major da carreira. Mas a turma que está a procura do primeiro Slam para chamar de seu promete dar muito trabalho.
Casper Ruud bateu na trave no ano passado, quando perdeu as finais na França para Nadal e nos Estados Unidos para Carlitos. Tsitsipas, que foi finalista em 2021 quando perdeu para Djokovic, Holger Rune, Andrey Rublev e Jannick Sinner também estão de olho nessa oportunidade.
No lado feminino, o trio composto por Swiatek, Sabalenka e Rybakina promete dificultar a vida de quem quer conquistar o primeiro major da carreira. No entanto, Coco Gauff, que foi finalista no ano passado, chega com muita fome de vencer em Roland Garros. Além da americana, Ons Jabeur, que ficou com o vice em Wimbledon, Jessica Pegula e Caroline Garcia também estão nessa caça.
