<
>

Bia Haddad não se surpreende com vitória contra número 3 do mundo: 'Sem a Barty, não tem nenhuma favorita'

play
Bia Haddad não enxerga 'favorita' no tênis feminino após aposentadoria de Barty: 'Qualquer menina pode ganhar qualquer título' (0:37)

Brasileira, que eliminou a top 3 Maria Sakkari em Miami, comentou sobre o equilíbrio da WTA em entrevista exclusiva à ESPN (0:37)

Brasileira derrotou Maria Sakkari em Miami e concedeu uma entrevista exclusiva à ESPN em sua rápida passagem por São Paulo


Beatriz Haddad Maia, brasileira de 25 anos, encantou o mundo do tênis mais uma vez. A paulistana venceu a nº 3 do mundo Maria Sakkari na 2ª rodada do WTA 1000 de Miami, que tem transmissão ao vivo pela ESPN no Star+.

A tenista de São Paulo, que ocupa a 62ª posição do ranking, explicou, em entrevista exclusiva à ESPN, por que não ficou surpresa com a vitória de virada por 2 sets a 1, parciais de 4/6, 6/1 e 6/2, na 2ª rodada do torneio na Flórida:

“Em relação ao jogo, não acho que foi o meu melhor jogo tenisticamente, mas eu competi muito bem. Eu consegui ser muito sólida, muito pragmática e inteligente nos momentos importantes. Não me surpreendi de ter conseguido sair com o resultado positivo”.

play
0:48
Bia Haddad reflete sobre a derrota de virada para Kalinina em Miami: 'Tenho claro o que eu fiz e deixei de fazer'

Tenista brasileira analisou a eliminação na 3ª rodada do WTA 1000 de Miami em entrevista exclusiva à ESPN

Não é a primeira vez que a brasileira derrota uma tenista do top 3 mundial. Em 2021, Bia venceu Karoline Pliskova, ex-número 1 da WTA, em Indian Wells. Desde que retornou da suspensão de 10 meses por conta do doping, a tenista vive o auge do ‘recomeço’ da carreira com resultados expressivos nas duplas e nas simples.

Nessa temporada, junto com a cazaque Anna Danilina, Bia Haddad foi campeã do WTA 500 de Sidney e finalista do Australian Open. Nas simples, a melhor brasileira do ranking, acumulou resultados expressivos como uma semifinal no WTA 250 de Monterrey, no México, e a 3ª rodada no WTA 1000 de Miami, igualando sua melhor campanha no torneio alcançada em 2018 (antes da suspensão).

A paulistana de 25 anos mostrou que não se intimida com o ranking da adversária e, questionada se tem alguma tenista do circuito que está em um nível acima do dela, ela respondeu:

“Eu não vejo nenhuma menina favorita. Eu acho que a Ashleigh Barty (que se aposentou na semana passada) estava um pouco acima do resto, mas com certeza o circuito está muito aberto. Todas as meninas vêm jogando em alto nível, pelo menos entre as 80 melhores do mundo. É muito parelho, então qualquer menina pode ganhar qualquer título, qualquer uma pode tirar a outra. Então, acho que o favoritismo hoje no tênis feminino é muito difícil de conseguir definir. ”

A brasileira, que é canhota, acabou eliminada de Miami após perder de virada para a ucraniana Anhelina Kalinina (nº 51 do ranking) na rodada seguinte após a vitória contra Sakkari:

Eu tenho muito claro, desde o primeiro ao último ponto do jogo, o que eu fiz e o que eu deixei de fazer. As coisas não acontecem da noite para o dia, então, sei o que estava no meu controle e eu sei aquilo que eu deixei de fazer e o que eu não conduzi bem. Eu sei que eu fiquei um pouco mais ansiosa. Não controlei bem ali no 2 a 0 do 2º set e ela olhou para o outro lado e viu uma pessoa, naquele momento, que não pegou o jogo e fez a parte dela. Então, para mim, é muito claro o que eu tenho que aprender e fazer melhor na próxima vez, quando (o jogo) estiver na minha mão”.

Logo após a eliminação em Miami, Bia Haddad voltou para São Paulo, onde participou de um evento da sua equipe Rede Tênis Brasil, mas já embarca no final de semana para a Colômbia, onde disputará o WTA 250 de Bogotá. Em abril, ela ainda representa o Brasil na Billie Jean King Cup (antiga Fed Cup) e espera jogar o WTA 1000 de Madri, na Espanha, que tem transmissão ao vivo pela ESPN no Star+.