Na madrugada desta terça-feira (3), a seleção olímpica masculina do Brasil busca uma vaga na grande decisão do futebol nas Olimpíadas de Tóquio e terá pela frente o México, às 5h, em Kashima, pela semifinal. A partida marca o reencontro dos dois países quase 10 anos depois da final nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, vencida pelos mexicanos, que ficaram com o ouro.
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Na ocasião, a decisão foi disputada no icônico Estádio de Wembley, na capital londrina, e o México venceu por 2 a 1. Os dois gols foram marcados pelo experiente atacante Oribe Peralta, que hoje está com 37 anos e ainda em atividade. O jogador marcou aos 45 segundos do 1º tempo e aos 29 do 2º. Hulk, atualmente no Atlético-MG, descontou aos 45 da etapa final para o Brasil, que foi derrotado.
Comandada pelo técnico Mano Menezes, que também era o treinador da seleção principal do Brasil na época, a equipe brasileira contava com nomes de peso no time, como o zagueiro Thiago SIlva, o lateral esquerdo Marcelo e o astro Neymar.
Já o México, levou para a Inglaterra o meio-campista Héctor Herrera, atualmente do Atlético de Madrid, além do atacante Raúl Jiménez, do Wolverhampton. Na decisão, porém, foi Peralta quem roubou a cena e levou o seu país ao ouro inédito. O Brasil, por sua vez, ficou a sua terceira medalha de prata em Olimpíadas, após os vices em Los Angeles 1984 e Seul 1988.
Agora, em 2021, Brasil e México vêm embalados para a semifinal. Enquanto os comandados do técnico André Jardine seguem invictos na disputa, com um empate e três vitórias, a última sobre o Egito nas quartas, os mexicanos só perderam para o Japão, na fase de grupos, e eliminaram a Coreia do Sul com uma enxurrada de gols nas quartas, com triunfo por 6 a 3.
Além disso, o México pegou em tese um grupo mais complicado que o do Brasil, tendo pela frente os anfitriões, que também estão na semi e pegam a Espanha, e a França, eliminada precocemente.
Nas Olimpíadas de Tóquio, o Brasil também reencontrará uma "muralha" chamada Guillermo Ochoa. Nome mais conhecido da seleção olímpica mexicana em Tóquio, o goleiro de 36 anos, do América, do México, deu trabalho para a seleção brasileira principal nas Copas do Mundo de 2014 e 2018.
Meia da seleção brasileira de futebol feminino disputou sua 1ª partida olímpica nos Jogos de Atlanta em 1996
No Mundial do Brasil, ele pegou até pensamento e garantiu o empate em 0 a 0 com os anfitriões, na segunda rodada do grupo A, na Arena Castelão, em Fortaleza. Já na Rússia, apesar da derrota do México por 2 a 0 em Samara, nas oitavas de final, fez grandes defesas durante a partida.
Quem avançar nesta terça pega na final o vencedor de Espanha x Japão, que entram em campo às 8h, em Saitama, pela segunda semifinal. Os perdedores ainda brigarão pela medalha de bronze, na sexta-feira (6), novamente em Saitama.
Camisa 10 da seleção brasileira olímpica, Richarlison é o artilheiro isolado da disputa com cinco gols, enquanto Martín e Córdova, destaques do México, têm três cada.
Brasil e México brigam pela segunda medalha de ouro olímpica no futebol masculina. Os brasileiros são os atuais campeões, já que subiram no lugar mais alto do pódio em 2016 no Rio de Janeiro, após derrotarem a Alemanha.
