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Olimpíadas: Caeleb Dressel também teve crise mental e homenageia até hoje a mulher que 'o salvou'

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Olimpíadas: 'Novo Phelps'? Caeleb Dressel leva 5 ouros, destrói recordes e domina a natação; veja todos (1:12)

Norte-americano quebrou dois recordes mundiais e dois olímpicos em Tóquio (1:12)

Os Jogos de Tóquio estão provando a cada dia que não existem super-heróis. Até mesmo os que insistem em fazer o impossível são humanos. E assim é Caeleb Dressel. Maior fenômeno da natação, ele tem tudo para terminar como o Rei das Olimpíadas com cinco medalhas de ouro. Mas ele também tem os seus “demônios para enfrentar”, como ele mesmo define.

Até hoje, aliás, Dressel homenageia em praticamente todos os seus pódios a mulher que o ajudou a superar o momento mais difícil de sua vida.

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Tudo aconteceu em 2013. Então com 17 anos de idade, Caeleb passou a ter várias dúvidas sobre o que faria com a sua vida. Ele já era um fenômeno da natação, com várias conquistas nas “categorias de base” e com uma marca impressionante: havia se tornado o nadador mais jovem da história a quebrar a barreira dos 19 segundos na prova das 50 jardas – uma competição típica dos EUA.

Com os feitos, porém, também veio a enorme pressão. E Dressel nem estava decidido se queria mesmo ser um atleta profissional. Veio, então, uma crise mental que o fez se afastar das piscinas por um tempo – acabaram sendo quase seis meses sem treinar ou competir.

“Eu precisava de um descanso mental. Eu era um garoto de 17 anos, muito se falava sobre o meu futuro, eu era um prospecto muito disputado pelas universidades. Não estava preparado para isso. Eu era como qualquer outro estudante do ensino médio, tentando me decidir sobre o meu futuro. Quem sabe o que aconteceria comigo se eu não tivesse decidido tirar essa pausa?”, disse o nadador ao Yahoo.

Foi então que Claire McCool assumiu papel fundamental. Professora de geometria de Dressel na Clay High School, ela virou uma verdadeira mentora para o nadador.

“Ele estava em um caminho muito complicado em seu ano como veterano no ensino médio. Nós já éramos próximos, mas nesse período tivemos conversas muito sérias sobre a vida e sobre o que é importante”, contou McCool em 2016.

Claire acabou morrendo em novembro de 2017, vítima de um câncer de mama. O marido dela, então, resolveu presentear Caeleb Dressel com uma das bandanas da coleção que a professora tinha.

Até hoje, o fenômeno americano leva essa bandana a praticamente todos os pódios que sobe – inclusive nas Olimpíadas.

“Não há uma posse mundana que signifique mais para mim do que aquela bandana. Eu sinto o cheiro. Eu beijo. Não me importo. Durmo com ela ao lado da minha cabeça todas as noites”, diz Dressel.

Em Tóquio, foram cinco medalhas de ouros (50m e 100m livre, 100m borboleta, 4x100m livre e 4x100m medley) em seis provas - só perdeu o 4x100m medley misto.

Certamente, McCool está para lá de orgulhosa de seu pupilo.