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COB falou em igualdade de gênero e listou conquistas coletivas para ter dupla como porta-bandeiras no Pan

O Brasil teve que convencer a Odepa (Organização Desportiva Pan-Americana) para poder driblar as regras e ter uma dupla como porta-bandeira na Cerimônia de Abertura dos Jogos de Lima, formada por Martine Grael e Kahena Kunze. E usou de dois grandes argumentos para isso: igualdade de gênero e uma lista coletiva de conquistas.

“Seria uma forma de fomentar a igualdade de gênero no esporte, posto que as atletas simbolizam com maestria a força, o talento, a competência e a determinação das mulheres no universo esportivo”, disse o COB em carta assinada pelo presidente Paulo Wanderley Teixeira e enviada à Odepa.

O Brasil nunca havia tido uma mulher como porta-bandeira do Pan.

Mas só a igualdade não seria motivo suficiente para liberar o uso de uma dupla. A justificativa para isso, claro, é que as duas conquistaram tudo juntas.

No documento enviado, o COB lista todos os feitos das duas, dando ênfase, claro, ao ouro olímpico conquistado no Rio de Janeiro. Essa conquista, aliás, é a que mais pesou para a decisão da Odepa.

"É interessante porque, fazemos o mesmo esporte, estamos no mesmo barco, não faria sentido ter só uma porta-bandeira, somos uma equipe, faz a diferença", disse Kahena.

"vai ser uma surpresa como levaremos a bandeira", completou.

O documento foi enviado ainda na semana passada, mas só houve uma resposta nesta quarta-feira.

A Cerimônia de Abertura está marcada para esta sexta, às 20h30 (de Brasília).