Você pode ainda não ter se ligado, mas a semana marca o começo da principal competição esportiva das Américas. A cidade de Lima, no Peru, sediará os Jogos Pan-Americanos de 2019. E o Brasil contará com uma delegação com campeões mundiais e medalhistas olímpicos para tentar se firmar como uma das maiores potências esportivas do continente.
O curioso é que a competição, mesmo tão importante, ainda não está no radar do grande público. Mas não se preocupe! Separamos uma lista de coisas que você precisa saber antes de o Pan começar!
Antes, vale lembrar: o ESPN.com.br já está em Lima para a cobertura dos Jogos e acompanha TUDO em TEMPO REAL do que acontece em terras peruanas!
O que é o Pan?
Pan é a “abreviação” dos Jogos Pan-Americanos. Ele acontece a cada quatro anos e é como se fosse uma Olimpíada das Américas. A primeira edição aconteceu em 1951, em Buenos Aires, na Argentina.
Quando e onde será o Pan de 2019?
A 27ª edição dos Jogos Pan-Americanos acontecerá em Lima, capital do Peru. A cerimônia de abertura está marcada para a próxima sexta-feira (26), mas as competições começam já na quarta-feira (24). O encerramento é no dia 11 de agosto, um domingo.
Qual o horário das disputas?
Cada esporte, claro, tem seu dia e horário. Em geral, as disputas devem começar por volta das 10h (horário de Brasília) e ir até a 1h (também de Brasília).
Quem participa?
Todas as 41 nações que fazem parte da Organização Desportiva Pan-Americana, cada uma com um número diferente de atletas, conforme classificação em cada esporte. São elas: Antígua e Barbuda, Argentina, Aruba, Bahamas, Barbados, Belize, Bermudas, Bolívia, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Dominica, El Salvador, Equador, Estados Unidos, Granada, Guatemala, Guiana, Haiti, Honduras, Ilhas Cayman, Ilhas Virgens Americanas, Ilha Virgens Britânicas, Jamaica, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, Porto Rico, República Dominicana, Santa Lúcia, São Cristóvão e Nevis, Sã Vicente e Granadinas, Suriname, Trinidad e Tobago, Uruguai e Venezuela.
Quantos esportes serão disputados?
Estos son los 39 deportes que serán parte de los Juegos Panamericanos Lima 2019. ¿Cuál es tu favorito? 😉 pic.twitter.com/m3LAvuCjj6
— Lima 2019 #JugamosTodos🏅 (@Lima2019Juegos) December 26, 2017
São 419 eventos em 39 esportes diferentes: atletismo, badminton, basquete, beisebol, boliche, boxe, canoagem (velocidade e slalom), caratê, ciclismo (BMX, montanha, pista e estrada), esportes aquáticos (águas abertas, saltos ornamentais, nado artístico, natação e polo aquático), esgrima, esqui aquático, fisiculturismo, futebol, ginástica (artística, rítmica e trampolim), golfe, handebol, hipismo (adestramento, concurso completo e salto), hóquei sobre a grama, judô, levantamento de peso, lutas, patinação (artística e velocidade), pelota basca, pentatlo moderno, raquetebol, remo, rugby sevens, softbal, squash, surfe, taekwondo, tênis, tênis de mesa, tiro esportivo, tiro com arco, triatlo, vela e vôlei (de quadra e de praia).
Quais esportes modalidades são novidades?
Fazem parte do Pan pela primeira vez o fisiculturismo e o surfe. A pelota basca volta a ser disputa depois de ficar de fora da edição de 2015, em Toronto.
Quais modalidades dão vaga nas Olimpíadas?
#DatoLima2019 Estas son las disciplinas panamericanas que serán clasificatorias a los Juegos Olímpicos #Tokio2020. ¿Cuál es tu favorita? pic.twitter.com/DoFuSnBwBK
— Lima 2019 #JugamosTodos🏅 (@Lima2019Juegos) May 16, 2018
São 14 modalidades que darão vaga direta na Olimpíada: saltos ornamentais (trampolim 3m e plataforma 10m), nado artístico (dueto e equipe), polo aquático, handebol, hipismo adestramento (individual e equipe), hipismo salto (individual e equipe), hipismo CCE (individual e equipe), hóquei sobre a grama, tênis (individual), tiro com arco (individual e equipe), tiro esportivo, vela (Laser masculino e Laser radial feminino), pentatlo moderno e surfe (open surfe).
A natação e o atletismo também podem dar vagas através de marcas ou índices.
E ainda há mais sete modalidades que ajudam na classificação olímpica, com soma de pontuação para os rankings: alguns eventos do próprio atletismo, badminton, basquete 3x3, caratê (kata individual e kumitê nas categorias 67 e 75kg masculinas e 55 e 61kg femininas), levantamento de peso, taekwondo e tênis de mesa.
Quais modalidades são exclusivas do Pan e não estarão nas Olimpíadas
O Pan também é conhecido por ter certo esportes “alternativos”.
Em Lima, são sete modalidades que não farão parte da Olimpíada de Tóquio-2020: boliche, esqui aquático, fisiculturismo, patinação, pelota basca, raquetebol e squash.
Como chega o Brasil?
O Brasil divulgou uma delegação de 487 atletas que vão representar o país. O número foi prejudicado pela não classificação em esportes coletivos como futebol (masculino e feminino) e basquete (masculino) e é consideravelmente inferior ao das últimas edições – foram 600 em Toronto, por exemplo.
Mesmo assim, a expectativa é boa. O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) evita fazer uma projeção de medalhas, mas o país chega em bom momento em várias modalidades e sonha em quebrar o recorde de ouros (52) e medalhas (157), conquistados no Rio de Janeiro, em 2007. Se atingir esse objetivo, poderá sonhar também em conseguir o segundo lugar no quadro de medalhes, em disputa que será acirrada com Cuba e Canadá.
Entre os principais nomes do Brasil no Pan estão medalhistas de ouro na Rio-2016 como Thiago Braz (salto com vara), Rafaela Silva (judô), Martine Grael e Kahena Kunze (vela) e campeões mundiais como Arthur Zanetti (ginástica), Isaquias Queiroz (canoagem), Mayra Aguiar (judô), Nathalie Moellhausen (esgrima), Rodrigo Nascimento, Derick Silva, Jorge Vides e Paulo André (4x100m no atletismo), Douglas Brose (caratê), Ana Marcela (maratona aquática).
Quais outros grandes nomes do esporte estarão no Pan?
Incluindo os atletas brasileiros, serão mais de 100 medalhistas olímpicos espalhados pelas competições em Lima. Entre os estrangeiros, alguns nomes saltam aos olhos.
É o caso do nadador norte-americano Nathan Adrian (cinco ouros olímpicos), do lutador cubano Mijaín Lopez (atual tricampeão olímpico no wrestling), da ciclista colombiana Mariana Pajón (atual bicampeã olímpica no BMX), das corredoras jamaicanas Elaine Thompson e Shelly-Ann Fraser-Pryce (ambas com dois ouros olímpicos), da atiradora norte-americana Kim Rhode (três ouros olímpicos) e do corredor também norte-americano Justin Gatlin (último campeão olímpico antes de Bolt).
E há o curioso caso da mexicana Paola Longoria, que nunca será uma campeã olímpica porque o raquetebol, seu esporte, não existe na Olimpíada. Mesmo assim, ela é considerada uma das maiores de todos os tempos, com seis ouros nos últimos dois Pan-Americanos e mais seis ouros, duas pratas e dois bronzes em Mundiais da modalidade.
