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Top-5: conheça os esportes que vão estrear nas Olimpíadas de Los Angeles 2028

Los Angeles vai receber os Jogos Olímpicos em 2028 Getty Images

As confederações brasileiras dos esportes estreantes em Los Angeles 28 se reuniram na COB Expo, a feira do Comitê Olímpico do Brasil (COB), em São Paulo. Críquete, flag football, beisebol/softball, lacrosse e squash estiveram representadas no evento pelos presidentes de cada uma das entidades, os quais se apelidaram "top-5".

Durante palestra nesta quarta-feira, os representantes comentaram um pouco mais sobre as modalidades e o panorama de cada uma a três anos dos próximos Jogos Olímpicos.

Algumas, são um pouco mais difundidas no Brasil. O Flag Football, por exemplo, surfa na onda da NFL e já tem quase 400 times entre futebol americano e a versão mais leve no país.

Por outro lado, o Lacrosse é tão recente no país que os atletas são nascidos nos Estados Unidos, mas com cidadania brasileira, e a filiação ao COB aconteceu apenas em 10 de setembro de 2025, há 14 dias. Ainda não há competição nacional.

O que esperar para Los Angeles?

Nenhum dos cinco esportes está com a forma de classificação definida, o que deixa a trajetória até a vaga muito nebulosa para as confederações.

No críquete, por exemplo, a situação é a seguinte: se classificarem os seis primeiros do ranking, os brasileiros devem ficar de fora; se for uma vaga por continente (além dos EUA, que é país-sede), a equipe feminina tem grandes chances de carimbar o passaporte -- atuais detentoras do título, as brasileiras são hexacampeãs sul-americanas.

Já o Flag Football vive uma situação complicada, porque o Brasil é o melhor país sul-americano, porém, o continente americano como um todo é o mais concorrido. Outra dificuldade é a lista curta de classificados, com apenas seis concorrentes. A presidente Cris Kajiwara brincou que "a esperança é a última que morre".

O entrave do continente vale também para o beisebol e softball, que são competições do masculino e do feminino, respectivamente. A torcida é para que, além de ranking, haja a distribuição de uma vaga via Mundial, o qual o Brasil irá disputas. “O jogo é jogado", como disse o dirigente Thiago Caldeira.

O caminho é longo, mas a meta de todas as confederações, claro, é a classificação para Los Angeles 2028. Quanto a quem deve brigar lá nas cabeças pelas medalhas, a lista dos favoritos é:

  • Críquete: Índia, Paquistão, Inglaterra, Austrália, África do Sul e as ilhas do Caribe;

  • Flag Football: EUA, México, Canadá e Panamá;

  • Beisebol: EUA, Japão, Cuba, Coreia do Sul e Taipei Chinês;

  • Lacrosse: República Tcheca, Estados Unidos e Japão;

  • Squash: Egito, Inglaterra, EUA e Peru.

Os egípcios são tão fortes na modalidade que, segundo José Henrique Lopes, presidente da confederação de Squash, a inserção do esporte no cronograma olímpico é uma forma de ajudar o país a ganhar mais medalhas. A ideia é diversificar e dar mais oportunidades a nações que costumam subir poucas vezes ao pódio.

Contudo, mais do que resultados esportivos, a inserção das modalidades é uma forma dos esportes crescerem de patamar no Brasil. A mudança de investimentos e o apoio de patrocinadores –- incluindo o Miami Dolphins, equipe da NFL, no caso do Flag -- permite que as confederações saiam do status de amador. O ganho é também em âmbito organizacional, com a experiência do COB, e midiático. O foco agora é "deixar um legado", segundo José Henrique.

Significado de sucesso

Após a palestra, a ESPN conversou com cada um dos representantes do top-5 e perguntou o que significa "sucesso" ao longo do ciclo de Los Angeles 2028. Confira as respostas:

  • Roberta Avery (críquete):

“Ir para a Olimpíada, principalmente com a equipe feminina. Mas também como colocar o críquete na boca dos brasileiros. A gente quer fazer os brasileiros se apaixonarem pelo críquete. Eu acho que realmente significaria nosso sucesso.”

  • Thiago Caldeira (beisebol e softball):

“A classificação histórica para os Jogos Olímpicos. ”

  • Manuel Elbio (lacrosse):

“Para nós, tem um tripé. Em primeiro lugar, aumentar a base de jogadores no Brasil. Em segundo lugar, chegar com o esporte nas escolas. Em terceiro lugar, classificar a nossa seleção para as Olimpíadas."

  • Cris Kajiwara (flag football):

“Fazer parte do movimento olímpico é uma responsabilidade e uma alegria muito grande. A gente passa de uma modalidade 100% amadora para ter investimento, ter patrocinador. Então, com certeza [queremos] dar um salto muito grande para o Flag Football aqui no Brasil.”

  • José Henrique Lopes (squash):

“Sucesso é a gente conseguir colocar dois atletas, um atleta masculino e uma atleta feminina, nos Jogos. Nós temos um número de vagas pequenas. São 16 homens e 16 mulheres, então a classificação é bem difícil. Mas, se a gente conseguir pelo menos um dos dois, já será um grande sucesso. Se forem os dois, então, será um enorme sucesso."