Líder da seleção feminina de vôlei, que vai disputar a medalha de bronze nas Olimpíadas, Thaisa chamou atenção pelo uso de um adereço curioso em Paris: uma perna biônica.
E não é de hoje que a central bicampeã olímpica usa essa espécie de proteção.
Em 2017, quando ainda jogava no Eczacibasi Vitra, da Turquia, a atleta sofreu uma grave lesão no joelho esquerdo, que quase a obrigou, inclusive, a encerrar sua carreira.
''Uma coisa que ia ser uma artroscopia. Com um mês no máximo eu voltava, mas não me falaram. Então, eu continuei forçando meu joelho e não sabia que isso precisava ser feito. Aí estourou meu menisco, foi osso com osso e lascou foi tudo'', disse a jogadora ao Ge em 2021.
Com uma ruptura parcial do ligamento lateral do joelho esquerdo e de parte do menisco, Thaisa operou e teve que ficar afastada das quadras por conta do tratamento.
Quando retornou, chegou a jogar à base de injeções e remédios para suportar as dores, que a perseguem até hoje. Tal aparelho que ela usa no local, é herança desde essa época.
"Eu sinto dor todo dia, independentemente do momento. Hoje, eu não preciso estar em quadra para sentir dor. Eu já acordo sentindo dor, mas é o que eu falo. São escolhas. Eu escolhi passar por isso, eu já sabia que iria acontecer. Então, eu preciso estar pronta. Fico na fisioterapia, me preparo na academia. Quando você está focada mentalmente, até as dores consegue superar", revelou em entrevista antes das Olimpíadas.
Aos 37 anos, Thaisa, que foi medalha de ouro em Pequim 2008 e Londres 2012, agora busca o bronze depois de perder a semifinal para os Estados Unidos.
A seleção volta à quadra neste sábado (10), às 12h15 (de Brasília), para enfrentar a Turquia.
