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Bernardinho promete volta do Brasil ao protagonismo no vôlei e garante presença em novo ciclo: 'Estarei próximo'

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NÃO DEU! Brasil perde para Estados Unidos por 3 sets a 1 no vôlei e está eliminado das Olimpíadas (1:12)

Os norte-americanos venceram o jogo com parciais de 26/24, 28/30, 25/19 e 25/19 (1:12)

O Brasil foi superado pelos Estados Unidos, por 3 sets a 1, e deu adeus à disputa do vôlei masculino nas Olimpíadas de Paris. Diante de uma competição onde a seleção só conseguiu uma vitória, Bernardinho olhou para o futuro com confiança e disse que o país voltará a ser protagonista no esporte.

“Pode escrever o que eu vou dizer aqui: o voleibol masculino vai voltar a brigar mais contra esses principais times. Agora, vão ter que ralar muito e vamos ver. Certamente um pouco mais vamos ter que fazer, sentir um pouco mais as coisas. Nem sei se sou a pessoa ideal para ser o treinador, posso contribuir e vou. Mas tenho que ter essa reflexão, tá na hora de uma mudança. Eu quero poder ajudar para voltar, não quero sair do processo e ficar com o gosto amargo de cair antes de uma semifinal de Olimpíada”, disse o treinador.

Ainda sem certeza sobre a permanência no comando, o histórico técnico disse que quer ajudar de alguma maneira neste próximo ciclo.

“Pode ter certeza que, se eu não estiver como protagonista liderando, eu vou estar próximo. Uma coisa é certa: eu não vou deixar de contribuir de maneira nenhuma com essa rapaziada e com o novo ciclo que se inicia e a gente precisa realmente trabalhar. Nós tivemos a nossa chance. O equilíbrio é real, a consistência que nos falta é estando na arena neste tipo de jogo, é disputado contra as principais potências esse tipo de jogo. Os jovens jogadores precisam viver isso”, declarou Bernardinho.

O treinador assumiu a culpa pela eliminação nas quartas e, apesar de querer se manter por perto, colocou em dúvida sua permanência no cargo de treinador.

“Eu tô focado aqui. Será que eu sou a pessoa ideal ou não? Se eu achar que eu não vou estar 100%, vou trair um princípio meu que é primeiro a chegar e último a sair. Em relação a mentalidade que eu quero passar para todos que vierem. Primeiro queria agradecer as condições, vim aqui para ajudar. Eles fizeram o que podiam, eu vou sair com um gosto não de derrotas, mas sim de oportunidades perdidas. Essa é a minha reflexão”.

“Perdemos de três grandes times. A gente esperava um pouco mais. A responsabilidade é toda minha por não ter dado aos rapazes a oportunidade de aproveitar oportunidades. A Polônia foi um jogo igual perdido no final. Hoje, no primeiro set tivemos chances. Talvez a gente não soube como extrair o melhor. Como eu consigo colocar o Darlan com mais consistência? Quantas partidas de Jogos Olímpicos o Darlan jogou? Acho que precisam viver isso. Fico muito triste pelos veteranos porque eu sei quando eles se dedicaram para estar aí. Eu vi o quanto se dedicaram pela experiência ao time, mas que chorem mesmo e que essas lágrimas sirvam de motivação para o novo ciclo que começa amanhã”, concluiu o técnico.