Chegou ao fim o reinado de Thiago Braz como recordista olímpico no salto com vara. Nesta segunda-feira (5), o sueco Armand Duplantis derrubou a marca do brasileiro nas Olimpíadas do Rio 2016 e conquistou, com certa facilidade, a medalha de ouro em Paris 2024.
O atleta havia avisado que o recorde era um de seus objetivos no Jogos, e assim foi. O lugar mais alto do pódio foi garantido simplesmente com 6 metros, altura que nem o grego Emmanouil Karalis, medalha de bronze (5,90m) e o norte-americano Sam Kendricks, prata (5,95m) chegaram.
Duplantis, então, voltou o foco ao recorde de Braz, 6,03, que valeu o ouro ao brasileiro em casa há oito anos. Precisou de apenas uma tentativa para quebrar a marca, saltando 6,10. Só que ele não parou por aí, ele foi atrás também de derrubar o recorde mundial, que já era dele, e conseguiu.
A melhor marca da história do salto com vara era de 6,24, atingida por Duplantis no último mês de abril, na Diamond League em Xiamen, na China. O sueco falhou nas duas primeiras tentativas de saltar 6,25m mas, na terceira e última, enlouqueceu o Stade de France com o novo recorde.
Agora, por tanto, Duplantis, com apenas 24 anos, estabelece 6,25m como o recorde mundial e também olímpico.
Financeiramente, a medalha de ouro significou ainda um prêmio de US$ 50 mil (R$ 287 mil na cotação atual), que é pago pela World Athletics, entidade que gere o atletismo mundial, a todos os campeões olímpicos em Paris 2024.
A Suécia, por sua vez, ao contrário de países como o próprio Brasil, não paga prêmio em dinheiro adicional em casos de medalhas nas Olimpíadas.
Quem é Armand Duplantis?
Duplantis surgiu no cenário internacional pouco depois da Olimpíadas do Rio, quando Braz estabeleceu seu recorde. O sueco já havia saltado acima disso muitas vezes na carreira, a primeira já em 2018. Mas ele não conseguiu fazer isso em Tóquio 2020, conquistando o ouro com 6,02m.
Nos últimos Jogos, o fenômeno do salto com vara até arriscou subir o sarrafo pelo recorde, mas não ultrapassou em nenhuma das três tentativas para saltar 6,19m – em tentativa de bater a melhor marca mundial que, também naquela ocasião, já era dele.
E Thiago Braz?
Vale lembrar que Thiago Braz não está em Paris 2024, porque ficou suspenso por doping durante o ciclo olímpico. Ele conseguiu uma liminar para tentar a vaga na última tentativa possível, mas não conseguiu fazer a marca que precisava no Troféu Brasil – até por estar sem ritmo de competição.
Questionado sobre o brasileiro após as classificatórias do salto com vara na França, Duplantis brincou: “Ele não está aqui”, respondeu.
