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Ingrid Oliveira erra execução e fica de fora das semifinais dos saltos ornamentais nas Olimpíadas

Ingrid Oliveira lamenta eliminação nos saltos ornamentais nas Olimpíadas de 2024. Oli Scarff/AFP via Getty Images

Uma das esperanças de final inédita para o Brasil na plataforma de 10m dos saltos ornamentais femininos, Ingrid Oliveira não fez uma boa sequência de 'manobras' e caiu na classificatória da modalidade nas Olimpíadas de 2024. A atleta executou três saltos abaixo da média e ficou na 23º colocação geral - só passavam às semifinais as 18 melhores.

Quarta colocada no mundial de Budapeste em 2023 e 12ª, e finalista, em Fukuoka 2022, ela teve um desempenho pior do que suas últimas duas Olimpíadas, quando também não disputou medalha. No Rio de Janeiro, em 2016, fez 281.90 pontos, em Tóquio 2020, marcou 261.20 e, em Paris, fechou com 255.90

Ingrid começou bem a prova, com um salto de 67.20 e a sexta colocação. Nos movimentos seguintes, no entanto, foi onde ela se prejudicou. Com um segundo salto de 38.40, ela despencou para a 20ª posição, precisando recuperar terreno.

A brasileira ainda conseguiu uma sobrevida ao tirar 58.80 no terceiro salto e a 17ª colocação, mas não conseguiu repetir a performance nos saltos seguintes, em que tirou 43.50 (4º) e 48 (5º), acumulando um total de 255.90 pontos.

A italiana Maia Biginelli, 18ª colocada e última classificada direto para as semifinais, fez 277 pontos, enquanto a canadense Kate Miller, 20ª e última entre as que pegaram repescagem, totalizou 266.30. Ingrid ficou em 23º, a 10.40 pontos de seguir viva na disputa.

Com a eliminação de Ingrid, e a desistência de Isaac Souza por lesão, o Brasil não tem mais representantes na modalidade. Muito emocionada ao fim da prova, ela lamentou não ter o companheiro de esporte competindo junto a ela e disse que isso a prejudicou nos Jogos.

"A eliminação do Isaac me abalou bastante. Quando eu classifiquei em Fukuoka, abracei ele e disse: 'Não me deixa sozinha nas Olimpíadas'. Aí aconteceu a lesão", disse brasileira ao SporTV, sem segurar as lágrimas. "Todo mundo falou para não me abalar com isso, inclusive ele mesmo, mas acho que é muito difícil".

Apesar das dificuldades, e o psicológico abalado, ela garantiu que fez de tudo para não perder o foco. "Fiz muito diferente das outras, fiquei no quarto e só saía para comer com meu treinador. Estava 100% focada em dar o meu melhor e saltar por mim e pelo Isaac, mas, infelizmente, não consegui".