A boxeadora argelina Imane Khelif virou alvo de uma das maiores polêmicas das Olimpíadas de Paris. O fato de ter sido desclassificada do Mundial de boxe de 2023 depois não atender ao "critério de elegibilidade para participar na competição feminina" em um teste veio à tona e causou muita desinformação, com a atleta recebendo ataques de ódio.
A argelina pediu que as pessoas parem com as intimidações. "Pode destruir pessoas", afirmou. Ela também falou sobre a necessidade de dignidade humana.
"Envio uma mensagem a todas as pessoas do mundo para que defendam os princípios olímpicos e a Carta Olímpica, para que se abstenham de intimidar todos os atletas, porque isso tem efeitos, efeitos enormes", afirmou, à SNTV, parceira da Associated Press.
"Pode destruir as pessoas, pode matar os pensamentos, o espírito e a mente das pessoas. Pode dividir as pessoas. E por isso, peço que se abstenham de intimidar", completou.
Imane Khelif se classificou à semifinal do boxe e já garantiu ao menos uma medalha. Mesmo assim, mostrou preocupação com a família.
"Estou em contato com minha família dois dias por semana. Espero que eles não tenham sido afetados profundamente", disse.
"Eles estão preocupados comigo. Se Deus quiser, essa crise culminará em uma medalha de ouro, e essa seria a melhor resposta", finalizou.
Depois de vencer a italiana Angela Carini na estreia, com a desistência da adversária, a polêmica aumentou. Foi por isso que a argelina chorou após vencer a húngara Luca Anna Hamori nas quartas de final.
"Eu não conseguia controlar meus nervos. Depois do frenesi da mídia e depois da vitória, houve uma mistura de alegria e, ao mesmo tempo, fiquei muito afetada, porque, honestamente, não foi nada fácil passar por isso. Foi algo que fere a dignidade humana", explicou.
