Jogando em casa e com a arena lotada, Félix Lebrun derrotou Hugo Calderano na disputa pelo bronze e impediu uma medalha inédita para o Brasil no tênis de mesa. O garoto de 17 anos é uma das grandes atrações das Olimpíadas de Paris e é apenas a segunda vez que a França sobe no pódio da modalidade.
Félix nasceu em 2006 e dentro de uma família de mesa-tenistas, seu pai Stéphane foi top-10 da França no esporte e seu tio, Christophe Legoût, disputou três Olimpíadas pelo país, a última em 2008 em Pequim, quando medalhista olímpico tinha acabado de nascer.
Até mesmo em casa, desde pequeno, já se acostumou a competir com o irmão três anos mais velho, Alexis Lebrun, que, inclusive, foi eliminado por Hugo Calderano nas oitavas de final das Olimpíadas de Paris. Até seu caçula aparecer no circuito internacional, Alexis era o número 1 da França no ranking mundial e é o atual tricampeão nacional francês, derrotando o mais novo na final deste ano.
Seja pela competição com o irmão, com quem foi campeão de duplas no torneio nacional francês, ou pela veia familiar, Félix virou um fenômeno do tênis de mesa mundial, conquistando seus primeiros títulos relevantes no ano passado, com 16 anos, como os Jogos Europeus (correspondentes aos Jogos Pan-Americanos da Europa) e o WTT Contender Antalya, do circuito mundial do tênis mesa.
Félix Lebrun está transformando o tênis de mesa em uma paixão na França e atrai grandes nomes do esporte francês e do mundo. Zinedine Zidane, ídolo do futebol francês e Antoine Griezmann, campeão da Copa do Mundo de 2018, compareceram na Arena Paris Sul 4 para acompanhar Félix e seu irmão em ação nos Jogos Olímpicos. Até Tyrese Haliburton, da NBA, acompanha o prodígio medalhista ao vivo pelas redes sociais.
O fenômeno francês de 17 anos está rivalizando, esportivamente, com Hugo Calderano antes mesmo da disputa do bronze em Paris. Félix Lebrun derrotou o brasileiro de 28 anos na final do WTT Star Contender Goa, em Janeiro na Índia, e levou seu maior título da carreira.
No ranking mundial, Lebrun ocupa a 5ª colocação enquanto Calderano é o 6º, mas os dois são os dois não-asiáticos do mundo. Para ter uma ideia da supremacia do continente, sobretudo da China, dos 15 melhores do mundo, apenas 5 não são da Ásia.
Antes das Olimpíadas, a disputa entre Lebrun e Calderano no ranking teve uma “virada de mesa” que favoreceu o francês, mas o brasileiro negou que isso tenha criado qualquer clima de rivalidade com ele.
