Santa Lúcia é uma pequena ilha no Caribe com apenas 616 quilômetros quadrados e menos de 180 mil habitantes. Em Olimpíadas, o país nunca tinha conquistado uma medalha sequer. Isso até este sábado (3), quando Julien Alfred garantiu logo um ouro, se tornando a mulher mais rápida do mundo.
Na final dos 100 metros femininos no atletismo, a velocista de Santa Lúcia superou suas rivais com a marca de 10s72, entrando para sempre na história de seu país – e dos Jogos. Os Estados Unidos levaram as medalhas de prata e bronze, com Sha’carri Richardson (10s87) e Melissa Jefferson (10s92).
Santa Lúcia disputa as Olimpíadas desde 1996, quando teve sua maior delegação, com seis atletas. Desde então, nunca havia subido ao pódio. Em Paris, são cinco atletas formando a delegação (dois no atletismo, um na vela e um na natação). Julien Alfred é a única mulher.
Aos 23 anos, Juju, como é conhecida, tinha como maior feito no atletismo a medalha de ouro no Mundial indoor de 2024, nos 60 metros. Nos 100, ela era a campeã dos Jogos do Caribe e América Central e tinha sido prata nos Jogos da Juventude em 2018.
A final que acabou sendo histórica para Santa Lúcia, graças a Julien, marcou também o fim de um longo domínio da Jamaica na prova. Desde 1988, o país não ficava fora do pódio dos 100 m feminino. A única representante do país na disputa do ouro, Tia Clayton, acabou no sétimo lugar (com 11s04).
Em Tóquio 2020, por exemplo, medalhas de ouro, prata e bronze foram para a Jamaica, respectivamente, com Elaine Thompson-Herah, Shelly-Ann Fraser-Pryce e Shericka Jackson.
Shelly-Ann Fraser-Pryce, inclusive, buscava algo inédito na história do atletismo nas Olimpíadas, como a primeira competidora a ganhar medalha em cinco edições seguidas dos Jogos em uma mesma prova. Ela abandonou, porém, nas semifinais, sem competir, por conta de uma lesão.
