Rebeca Andrade se colocou em um panteão raro. Ao lado de Torben Grael e Roberto Scheidt, a ginasta é a atleta que mais conquistou medalhas para o Brasil na história das Olimpíadas: cinco.
Ver a atleta do Flamengo competir em um nível tão alto assim contrasta com as declarações da própria Rebeca, que, após a final do individual geral, sinalizou que não pretende mais competir assim após os Jogos de Paris.
Neste sábado (3), após a prata no salto, em que novamente só ficou atrás de Simone Biles, a brasileira explicou melhor os planos e afirmou que não deve mais competir no solo.
"Solo com certeza é o aparelho mais difícil. Não que é difícil fazer os exercícios, é que é pesado para a minha perna, meu joelho, meus pés, meu tendão. São dores de cabeça que eu sinto que não preciso ter mais. Eu não preciso mais provar nada para ninguém. Já fiz tudo que eu poderia fazer dentro do meu esporte, sou muito orgulhosa por tudo que conquistei, toda a história que estou fazendo", falou Rebeca, em entrevista coletiva após a competição.
Isso não significa, porém, que Rebeca está pensando em se aposentar definitivamente. A intenção da brasileira é continuar na ginástica, mas diminuir o ritmo em determinados aparelhos.
"As pessoas estão achando que eu vou sair da ginástica, e não é isso. É que o individual geral são os quatro aparelhos, e para mim é muito pesado fazer todos. Talvez eu faça o salto com a paralela, se precisarem de mim eu faça uma trave, mas o solo em específico eu não vou mais fazer, porque exige muito", disse a ginasta à TV Globo.
"Mas vai que dá um tcham na minha cabeça, meu corpo melhora... A gente faz muita fisioterapia, os médicos estão sempre evoluindo o tratamento com a gente. Então vai depender muito do futuro. Só Deus sabe. Mas eu pretendo nos meus planos não fazer o individual geral. Mas está tudo certo, gente, vocês ainda vão me ver. Fique calmos", falou Rebeca.
