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Rebeca Andrade indica despedida do individual geral da ginástica nas Olimpíadas e responde elogio de Biles

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Rebeca Andrade faz história e leva a prata no individual geral da ginástica nas Olimpíadas (1:42)

Brasileira ficou atrás apenas de Simone Biles, que levou a medalha de ouro (1:42)

Em entrevista após a conquista da medalha de prata no individual geral da ginástica artística nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, Rebeca Andrade indicou que não deve mais disputar a modalidade no futuro.

Questionada se achava que essa teria sido sua última apresentação no individual geral, que reúne quatro provas, a ginasta afirmou que a exigência para o corpo é muito grande.

No entanto, ela não deu 100% de certeza sobre o tema, afirmando que pode mudar de ideia no futuro próximo.

"Eu acredito que sim [última vez no individual geral]. Fazer o individual geral para mim exige muito do meu corpo, principalmente o membro inferior, minhas pernas, meus joelhos...", citou.

"Mas eu falo que o futuro a Deus pertence. Vai que do nada dá um 'tcham' na minha cabeça e meu corpo melhora. Não sei...", seguiu.

"Mas eu já trabalhei isso na cabeça e queria que fosse uma competição especial, porque para mim vai ser meu último individual geral", complementou.

A brasileira também respondeu o grande elogio feito pela medalhista de ouro, a norte-americana Simone Biles, na entrevista anterior à sua.

Questionada sobre o desempenho da adversária, a campeã olímpica admitiu que "nunca ficou tão estressada" durante uma disputa na ginástica, "agradecendo" Rebeca pelo incômodo causado na disputa do individual geral.

A brasileira, por sua vez, descreveu Biles como um "fenômeno" e se disse feliz por ter "dado trabalho" para a maior ginasta da história.

"A Simone é um fenômeno e todas nós ali fomos brilhantes. Todos estavam empolgados para assistir à gente e a todos os atletas", começou Rebeca.

"Eu só estava pensando em fazer minha parte, em acertar. Então estava tentando me manter tranquila para pensar num movimento de cada vez, para não me atrapalhar e deixar as coisas saírem do controle. Não acompanhei o placar, vendo o telão, mas estou aproveitando cada momento de tudo", relatou.

"Saber que eu dei trabalho para a Simone é legal, né (risos)? Ela é a melhor do mundo, um fenômeno. A gente não viu isso só aqui. É um orgulho poder competir ao lado dela", destacou.

"Simone é a melhor, então tira o melhor de mim também. Eu estou muito feliz que ela está aqui, principalmente depois do que vivenciou em Tóquio. Saber que ela está bem, que curtiu cada momento, que está fazendo por ela também. Essa é a vida do atleta", finalizou.