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Simone Biles se derrete pela 'fenomenal' Rebeca Andrade: 'Nunca tive uma rival tão próxima de mim assim'

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Rebeca Andrade faz história e leva a prata no individual geral da ginástica nas Olimpíadas (1:42)

Brasileira ficou atrás apenas de Simone Biles, que levou a medalha de ouro (1:42)

Medalha de ouro no individual geral nas Olimpíadas de Paris nesta quinta-feira (1), Simone Biles brincou após ficar com a primeira colocação e afirmou não querer mais disputar provas contra Rebeca Andrade.

Com muito respeito, a ginasta norte-americana exaltou a brasileira, que conquistou a prata e se tornou a maior medalhista do Brasil em Jogos Olímpicos. Porém, revelou que a sensação de disputa com a amiga leva ao máximo estresse.

"A competição por equipes é sempre a minha preferida porque todas nós competimos juntas, é muito divertido. Mas, pessoalmente, hoje significou muito para mim, foi uma loucura... Eu não quero mais competir contra a Rebeca, eu estou cansada (risos). Ela está muito próxima (de mim), eu nunca tive um rival tão próxima assim. Ela definitivamente me desafia, me faz querer mostrar meu melhor, então estou animada e orgulhosa de competir com ela. Mas, não, não, não quero competir mais com ela. Estou ficando desconfortável, não gosto desse sentimento, estava ficando estressada (risos)."

Por saber da qualidade de Rebeca Andrade, Simone Biles sabia que teria que fazer ainda melhor para ficar com o ouro. Com o ouro, a norte-americana valorizou a preparação e o esforço, tanto físico quanto mental, para voltar a competir em Olimpíadas.

"Mas eu sabia que se eu fizesse o meu trabalho, tudo ficaria bem. Mas, depois das barras, quando vi as notas, pensei 'oh, Deus'. Mas ainda bem que fizemos o 'double pike' (movimento apelidado de Biles 2), não estávamos planejando, mas eu sabia o quão fenomenal ela é como atleta", afirmou.

"E, a cada evento, a gente está muito próxima nas notas, então pensei: 'ok, tenho que vir com minha artilharia pesada desta vez'. Mas, no fim, estou muito orgulhosa da minha performance e da luta que tive nos últimos três anos, mentalmente e fisicamente para poder voltar a competir nas Olimpíadas. É uma experiência maravilhosa, não poderia estar mais orgulhosa", completou.

A disputa entre Biles e Rebeca no individual geral

Por conta das posições na fase de classificação, em que Rebeca foi a 2ª e Biles a 1ª, as duas dividiram a mesma rotação e foram as duas últimas atletas a entrarem no tablado, na disputa do solo. Com isso, tudo foi resolvido só na última rotina da final, o solo da americana.

As duas começaram no salto, com a brasileira fazendo seu movimento primeiro. Com um espetacular Cheng, Rebeca cravou a saída e tirou 15.100, com 9.500 de execução em seu salto de dificuldade 5.600. O problema, porém, veio no salto de Biles.

A ginasta americana fez o movimento que leva o seu nome, o Biles II, e é considerado o mais difícil do salto na ginástica feminina atual. Com isso, ela teve uma nota de partida de 6.400 e a execução de 6.366 colocaram Simone com 15.766, 0.666 na frente de Rebeca de início.

Nas barras assimétricas, Rebeca abriu a rotação e fez uma bela série, tirando 14.666. Já Simone teve um erro grave em um dos seus movimentos e a nota da americana caiu para 13.733, com Rebeca abrindo 0.267 de vantagem.

Na trave, foi a vez de Simone ir antes de Rebeca e abrir a rotação. A americana teve um pequeno desequilíbrio, mas que não afetou uma apresentação brilhante e que tirou um 14.566.

Assim como na final por equipes, Rebeca teve um pequeno desequilíbrio e tirou a mesma nota da decisão anterior: 14.133. Com isso, Biles foi para o último aparelho com 0.166 de vantagem.

No solo, Rebeca foi a penúltima a se apresentar e, infelizmente, acabou pisando fora logo em sua primeira sequência. No entanto, teve uma apresentação maravilhosa e levantou o público, recebendo um 14.033 e somando 57.932 no total.

Simone Biles não podia fazer mais que 13.867 para a brasileira ficar com a medalha, mas a americana mostrou todo seu talento, fechou com 15.066 e levou o ouro.