A Seleção Brasileira perdeu o segundo jogo consecutivo no futebol feminino dos Jogos Olímpicos de Paris, agora para a Espanha por 2 a 0, com circunstâncias especiais em Bordeaux: expulsão de Marta ainda no primeiro tempo, dez jogadoras na etapa final inteira (que durou quase 65 minutos) e Antônia lesionada na reta final.
O resultado ainda mantém o Brasil com chances de avançar às quartas de final da competição, e o técnico Arthur Elias elogiou a entrega das jogadoras durante os mais de 100 minutos de partida.
"Muito orgulho do que elas fizeram. Orgulho. Em relação primeiro ao plano de jogo, que foi bem executado, enfrentamos a melhor seleção do mundo. É uma competição de caráter única. As atletas não jogam tantos jogos seguidos como aqui, sem descanso. Viagens longas. Antônia, que se entregou nos três jogos, obviamente teve uma situação no final do jogo. Mas Antônia foi muito guerreira", disse na zona mista.
"Eu tenho para mim que vamos avançar. Elas são merecedoras, por terem evoluído a Seleção. Tenho muito orgulho de como elas representaram a nossa camisa e o nosso país. São coisas de jogo. No final, Alexia Putellas acertou um chute muito bonito. Elas têm qualidade. Mas tivemos chance com Gabi Nunes... Soubemos jogar o jogo inteiro. Estou muito satisfeito. Um dos melhores jogos com a seleção brasileira", definiu.
Arthur Elias não questionou o cartão vermelho levado pela camisa 10 e capitã, saindo em defesa de possíveis críticas à Rainha.
"Primeiro de tudo, eu sei como, infelizmente, as coisas são vistas e faladas no nosso país pelas redes sociais. Marta se dedicou demais a vida inteira, e agora para fazer a Olimpíada nesse nível, todo mundo tem que ter muito orgulho do que ela tem feito aqui, e tenho certeza que ela vai continuar fazendo. Temos boas e viáveis chances de classificação. E ela não vai estar no outro jogo, mas, se vencermos, vai estar na semifinal", projeta.
"Era um lance isolado. Ela não viu. Ela tem uma visão periférica muito boa, mas ela não viu. Achei que sim, a expulsão foi justa. A regra diz. Mesmo que não seja intencional, como não foi, é para expulsão. E a gente lutou. As coisas nunca são por acaso. Ela passaram pela experiência de jogarem sem Marta, comprometidas, organizadas e focadas até o final. Com certeza, quem jogou hoje cresceu na carreira e na experiência. Classificando, vamos trabalhar para avançar para a semi para ter a Marta de volta", prosseguiu o técnico.
O Brasil ainda pode se classificar como um dos dois melhores terceiros nas Olimpíadas.
