As Olimpíadas são sempre momentos marcantes nas carreiras dos atletas, que dão tudo de si durante as competições em busca de uma medalha para seus países. Porém, em 2024, os Jogos de Paris marcarão, também, a despedida de alguns dos maiores astros do esporte mundial.
Para os 10 atletas sobre os quais falaremos a seguir, tudo indica que a disputa em Paris encerra um ciclo, sendo o último capítulo de carreiras extraordinárias, recheadas de títulos e de momentos marcantes, inspirando milhões de fãs ao redor do mundo.
LeBron James
Aos 39 anos, LeBron James está prestes a se tornar o primeiro jogador de basquete masculino dos Estados Unidos a competir nas Olimpíadas em três décadas diferentes. Medalhista de ouro em Pequim 2008 e Londres 2012, além de bronze em Atenas 2004, o astro do Los Angeles Lakers chega em Paris como o líder do ‘Dream Team’ norte-americano.
Com a bagagem de 21 temporadas vividas na NBA e quatro títulos da liga, LeBron não confirmou que essa será sua última competição pelos Estados Unidos. A idade, porém, sugere que essa deve ser a última dança da lenda em palcos internacionais, a menos que ele decida seguir desafiando o tempo para disputar, em 2028, os Jogos Olímpicos em seu país natal. Ao seu lado nesta missão, ele terá um esquadrão de craques: Stephen Curry, Kevin Durant, Joel Embiid, Jayson Tatum e outros gigantes da liga norte-americana.
Marta
Aos 38 anos, a Rainha do Futebol anunciou que essa será sua última participação olímpica com a seleção brasileira. Com seis Bolas de Ouro, Marta é reconhecida como a maior jogadora de futebol feminino de todos os tempos. Sua carreira é marcada por recordes impressionantes, como o de maior artilheira da história das Copas do Mundo, entre homens e mulheres.
"A minha ambição sempre foi elevar o futebol feminino e inspirar futuras gerações. Participar dos Jogos Olímpicos é uma honra e saber que esta será minha última vez torna tudo ainda mais especial", declarou Marta durante evento de apresentação do uniforme da seleção brasileira para os Jogos Olímpicos de Paris 2024.
Marta iniciou sua trajetória olímpica em Atenas 2004, com a medalha de prata, repetindo o feito em Pequim 2008. Ao longo dos anos, ela se tornou referência no esporte, não apenas por sua qualidade acima da média dentro de campo, mas por sua representatividade e luta por igualdade e oportunidades para as mulheres no esporte.
A rainha se despede dos gramados, mas deixa um legado que jamais será esquecido, servindo de inspiração para as atuais e futuras gerações de mulheres, atletas ou não, que verão nela a possibilidade de lutarem pelo que almejam em suas vidas e carreiras.
Rafael Nadal
Rafael Nadal pode estar em seu último ano de carreira. O tenista de 38 anos dá indícios de que sua despedida será nos Jogos Olímpicos de Paris, em que a disputa do tênis acontece, justamente, em Roland Garros, onde Nadal já emplacou 14 títulos de Grand Slam e é o maior campeão. Em 2023, o membro do ‘Big 3’ declarou que "as Olimpíadas de 2024 em Paris seriam um belo final para a minha carreira".
Um dos maiores tenistas de todos os tempos, Nadal conquistou 22 títulos de Grand Slam, somando sucessos em todos os principais torneios, mas é em Roland Garros que ele se sente em casa. Mas nem só de Grand Slams vive esse ídolo do tênis. Ele também fez história nas Olimpíadas, conquistando o ouro em simples nos Jogos de Pequim 2008 e em duplas nos Jogos do Rio 2016.
A perspectiva de ver Nadal competir uma última vez em Roland Garros, o palco de tantas de suas conquistas, adiciona uma camada extra de significado a essa edição dos Jogos Olímpicos. "A decisão de terminar minha carreira aqui, em Paris, especialmente em Roland Garros, é carregada de emoções para mim. Este lugar representa muito na minha jornada e compartilhar esse momento com o público e meus colegas atletas será inesquecível", contou em coletiva realizada em maio de 2023.
Novak Djokovic
Um dos favoritos a conquistar a medalha de ouro em Paris, Djokovic afirmou ainda não ter planos definidos a respeito de aposentadoria. Mas, aos 37 anos, essa pode ser a última Olimpíada do sérvio. “É claro que o fim está mais perto do que o começo, eu sei disso”, declarou o número 2 do mundo. “Eu ainda curto competir e vou continuar até que não curta mais”.
No saibro de Roland Garros, Djoko já conquistou três títulos do Grand Slam francês, em 2016, 2021 e 2023. Em Jogos Olímpicos, segue em busca do primeiro ouro. Ele tem uma medalha de bronze, conquistada em Pequim 2008, e terminou na quarta posição na disputa de simples em Londres 2012 e Tóquio 2020.
Andy Murray
O tenista britânico de 37 anos, duas vezes vencedor de Wimbledon e uma vez campeão do US Open, já anunciou que disputará, em Paris, sua última competição. Os problemas físicos, que atrapalharam muito sua carreira, parecem ter levado Murray ao limite. Tanto é que ele desistiu de competir no torneio de simples nos Jogos de Paris para focar nas duplas. Seu parceiro será o compatriota Dan Evans.
No auge da carreira, Andy Murray chegou ao topo do ranking mundial. Inclusive, ele foi o único tenista fora Roger Federer, Rafael Nadal ou Novak Djokovic, integrantes do famoso ‘Big 3’, a alcançar o feito entre os anos de 2004 e 2020. Na França, ele conquistou o vice-campeonato de Roland Garros, em 2016.
Thaísa
A central Thaísa, da seleção brasileira feminina de vôlei, confirmou que os Jogos de Paris serão seus últimos pelo Brasil. Aos 37 anos, a atleta disputa sua quarta edição de Olimpíadas. Bicampeã olímpica, ela conquistou o ouro em Beijing 2008 e Londres 2012. Nos Jogos de Tóquio, ficou fora devido a uma grave lesão no joelho.
"A minha ambição é buscar o ouro. O que me trouxe de volta é o amor a esse esporte que mudou a minha vida. Quando chega um fim de carreira, no meu caso de seleção, é que a gente consegue entender a importância e a grandeza que tem tudo isso aqui", declarou. A participação de Thaísa em Paris 2024 será marcada pela celebração de uma carreira incrível, mas também pela despedida de uma atleta que deixou sua marca no vôlei brasileiro e mundial.
Teddy Riner
Um dos judocas mais renomados da história, o francês Teddy Riner é uma grande esperança de medalha para o país-sede dos Jogos Olímpicos de 2024. Competindo na categoria acima de 100kg, o atleta soma duas medalhas de ouro olímpicas, em Londres 2012 e Rio 2016, além dos bronzes em Pequim 2008 e Tóquio 2020. Com 35 anos, ele treina por cerca de seis horas todos os dias.
Riner tem dominado o cenário do judô mundial por mais de uma década. Ele é conhecido por sua impressionante estatura de 2,04 metros e pesa aproximadamente 140 kg, características que tornaram o judoca uma presença marcante no tatame. Ao longo de sua carreira, Riner conquistou dez títulos mundiais, sendo o judoca mais bem-sucedido nessa competição em toda a história do esporte.
Diana Taurasi
Cinco vezes campeã olímpica no basquete feminino, a norte-americana Diana Taurasi confirmou à ESPN que os Jogos Olímpicos de Paris serão os últimos de sua carreira. “Tenho 42 anos, seis Olimpíadas. Foi uma grande honra vestir essa camisa todas as vezes”, disse. Os ouros conquistados pela atleta vieram em Beijing 2008, Londres 2012, Rio 2016 e Tóquio 2020.
Antes de dizer adeus às quadras, ela busca sua sexta medalha de ouro em Olimpíadas, feito que a tornaria a atleta de equipe mais condecorada da história olímpica. Se conquistada, a medalha dourada também tornaria a seleção feminina de basquete dos Estados Unidos a primeira a atingir a incrível marca de oito medalhas de ouro em sequência.
Shelly-Anne Fraser Pryce
A velocista jamaicana Fraser Pryce anunciou que Paris 2024 será sua quinta e última participação olímpica. Com oito medalhas em Jogos Olímpicos no currículo, a atleta é uma das destaques no sprint e é considerada por muitos uma das maiores velocistas de todos os tempos. Hoje com 37 anos, a corredora soma três ouros olímpicos, duas pratas e um bronze.
A atleta começou a carreira olímpica em Pequim 2008, com sua primeira medalha de ouro nos 100 metros rasos, feito repetido em Londres 2012. Além disso, ela tem sido uma peça fundamental no revezamento 4x100 metros da Jamaica, conquistando o ouro em Londres 2012 e a prata no Rio 2016. Com uma técnica impecável, a velocista se mantém no topo por mais de uma década.
Sarah Sjöström
A nadadora sueca Sjöström, quatro vezes medalhista olímpica, estará focada na prova de 50m livres nos Jogos de Paris. Uma das maiores velocistas femininas de todos os tempos, a sueca fez sua estreia olímpica em Pequim 2008, com apenas 14 anos, e, um ano depois, quebrou o recorde mundial dos 100m borboleta com o tempo de 56,06.
Em sua segunda participação olímpica, em Londres 2012, Sjöström nadou quatro provas e chegou a apenas uma final, terminando em quarto. Quatro anos depois, no Rio de Janeiro, conquistou o ouro nos 100m borboleta, quebrando o recorde mundial, a prata nos 200m livres, com recorde nacional, e o bronze nos 100m livres. Em Tóquio, conquistou a prata nos 50m livres.
